A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/11/2020

O quadro Operários da pintora Tarsila do Amaral, retrata o período de industrialização brasileira. As expressões exaustas e desesperançosas nos rostos dos trabalhadores revelam a vulnerabilidade e exploração que eles sofriam. Analogamente, na presente sociedade, é evidente que ainda há uma exploração trabalhista. Dois aspectos contribuem para tal situação: horário de trabalho abusivo e o desemprego. Logo, é urgente resolver tais imbróglios.

Em primeira análise, o horário abusivo de trabalho é em fator prevalecente da exploração trabalhista. Devido à necessidade de produzir mais dinheiro, os funcionários submetem-se à cargas horárias exaustivas. A exemplo disso, pode-se citar os motoristas e entregadores de aplicativo que trabalham extenuantemente  dia e noite para conseguir menos que um salário mínimo. Segundo uma pesquisa da Associação Aliança Bike, 75% deles ficam conectados no aplicativo por até 12 horas, tudo isso sem nenhum auxílio legal.

Outrossim, a dificuldade de ingressar no mercado de trabalho é mais um agravante para a questão trabalhista. O número de desempregados chega a 13 milhões, segundo o IBGE essa quantidade expressiva faz com que milhares de jovens busquem caminhos mais fáceis e flexíveis como fonte de renda. Infelizmente, esses trabalhadores  sofrem com remuneração injusta, nenhum auxílio saúde e tampouco lugar para se alimentarem ou descansarem.

Em suma, medidas devem ser tomadas para mitigar a exploração trabalhista na sociedade moderna. Para tal, o Poder Legislativo deve, por intermédio da criação de leis, garantir os direitos dos trabalhadores informais com auxílio à saúde, alimentação e outros, com o intuito de assegurar o mínimo de direito ao funcionário. Posto isto, os operários, como no quadro Tarsila, não terão mais as feições exauridas.