A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/11/2020
Desde a Revolução Industrial a exploração trabalhista é evidente. Contudo, essa conjuntura configura-se como um preocupante entrave para sociedade e governo na atualidade. Nessa lógica, alguns aspectos são decisivos para exacerbar a crise social, entre eles é possível identificar a imprudência das grandes empresas e a negligência do Estado. Destarte, é fundamental analisa as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
É importante pontuar, de início, a falta de responsabilidade das grandes empresas sobre seus respectivos funcionários, com o não cumprimento das leis trabalhistas. Uma vez que, os funcionários trabalham de forma exaustiva e sem o mínimo de reconhecimento. Como exemplo, o fato de grandes empresas, como: Ifood, Amazon e Uber, serem acusadas de abusos e descumprimento à legislação trabalhista atual. Haja vista, que os funcionários terceirizados trabalham em uma longa jornada de horas por dia, com os possíveis riscos e danos aos seus veículos, sem garantia de férias, horas extras remuneradas, carteira assinada, direito ao décimo terceiro- entre outros. Dessa maneira, o abuso trabalhista é evidenciado nos dias atuais.
Em segundo lugar, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais severas. Por isso, mesmo com os diversos direitos trabalhistas, o Estado deve fiscalizar e garantir que as grandes empresas estejam por dentro da legislação. Segundo o art 3º da Constituição Federal de 1988- é dever do Estado, erradicar as desigualdades sociais regionais. Não obstante, a democratização do trabalho frente à preservação dos direitos trabalhistas, deve ser praticada em todos os setores da economia, sem exceção. Logo, a exploração trabalhista ocorrida de forma abundante na sociedade moderna, deve ser eliminada contemporaneamente.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar tal problemática. Sendo assim, o Governo Federal como instância máxima de administração executiva, deva atuar por meio da criação de leis que punam de forma severa, com indenizações com valores significativos por base do valor da empresa, em que, metade dela vai para os trabalhadores afetados e a outra parte, para o governo- as empresas que aquelas, não cumprirem de forma total com a legislação brasileira. Também, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Economia, deve promover palestras obrigatórias para todas as companhias que possuírem CNPJ, com o objetivo de orientar todas as pessoas jurídicas a forma correta de se praticar leis trabalhistas.