A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/11/2020
A partir da Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, na Inglaterra, e da consolidação do capitalismo como modo de produção vigente, as relações sociais, em especial o trabalho, são marcadas pela exploração. Dessa forma, na sociedade moderna, caracterizada pelo neoliberalismo, a exploração trabalhista permanece como realidade. Isso se deve, principalmente, pela integração da tecnologia no processo produtivo e pelo retrocesso de conquistas trabalhistas.
Nesse sentido, é fundamental ressaltar a incorporação das novas tecnologias como um fator que contribui, diretamente, para a exploração trabalhista na modernidade. Desse modo, o conceito de mais-valia (diferença do valor produzido pelo trabalhador e o valor recebido), proposto por Karl Marx, é evidente nos meio digitais, tanto a mais-valia absoluta (o acréscimo nas horas de trabalho), devido à dificuldade na delimitação de uma carga horária padrão, o que gera um trabalhador integral, quanto a mais-valia relativa (uso do progresso técnico para o aumento da produtividade),devido às facilidades de produção propiciadas pela internet.
Ademais, é de extrema importância salientar a crescente terceirização do trabalho, ilustrada pelos empregados de aplicativos como Uber e Rappi, como responsável pelo retrocesso de conquistas trabalhista, bem como pela exploração do trabalhador na sociedade moderna. Assim, de forma geral, os empresários, na busca por uma menor oneração sobre os funcionários, reduzem os vínculos empregatícios e, consequentemente, as garantias básicas do servidor, conquistadas no governo de Getúlio Vargas, como férias remuneradas e limitação das jornada de trabalho.
Logo, cabe as empresas reduzirem a mais-valia extraída sobre os funcionários, por meio da determinação de uma jornada de trabalho padrão - que respeite o horário comercial -, com o intuito de reduzir a exploração moderna. Além disso, é função do Estado, por via de legislações, garantir os direitos dos funcionários terceirizados, a exemplo os motoristas de aplicativos, com o objetivo de combater a exploração na modernidade.