A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 17/11/2020

Tempos Modernos, obra clássica de Charles Chaplin, é uma das produções mais famosas que abordam a exploração trabalhista. Por datar de uma era pós crise de 29, evidencia grandes problemas ainda atuais: A desumanização em um sistema de produção, e, por consequência, a saúde individual - física e mental - como um dos pilares mais negligenciados.

Imagine trabalhadores de uma loja de fast-food, produzindo com base na organização de trabalho taylorista-fordista. Jornadas exaustivas, onde os funcionários vendem sua força de trabalho a troco de um salário mediano e esperança de uma futura promoção dentro da rede. O sociólogo Karl Marx nos apresenta o conceito de alienação do trabalho, onde semelhante ao exemplo, pessoas se tornam apenas engrenagens em um sistema de produção, vendendo sua força de trabalho. Essa desumanização é o problema, visto que na falta de uma “peça”, há sua fácil substituição imediata, devido ao desemprego.

Vale ressaltar que essa engrenagem ainda é um ser humano, e está sujeito aos riscos do mundo. Em situações como a do exemplo, o empregado está completamente alheio ao produto final, o que vai contra o sentido natural, em que, segundo Marx, a natureza humanizada é construída pelo trabalho. Essa situação pode causar problemas, principalmente na saúde do empregado, já que o importante é produzir e não se cuidar. Problemas psicológicos podem ser ainda mais complicados que físicos, pois podem levar a pessoa ao sofrimento mental, e em casos mais sérios, ao suicídio.

É necessário promover medidas que amenizem essa realidade. Logo, cabe ao Poder Legislativo a melhoria das atuais leis do trabalho, tratando o trabalhador como indivíduo e não como peça. Ademais, é essencial que a sociedade modifique a atual visão enraizada de trabalho, o que pode ser feito com uma melhoria no sistema educacional brasileiro, de modo a ensinar conteúdos mais aprofundados de sociologia. Com essas medidas, surge a esperança de “Tempos Modernos” representar apenas o passado.