A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 18/11/2020
No livro “Admirável Mundo Novo”, o escritor Aldous Huxley, retrata uma sociedade na qual seus integrantes são destituídos de uma mentalidade crítica, o que impede a percepção dos problemas sociais. Nessa perspectiva, de maneira análoga à obra, o Brasil contemporâneo, é marafado pela invisibilidade das questões coletivas, uma vez que, a exploração trabalhista é um impasse no país. Logo, é necessário a análise desse problema, com ênfase nos aspectos históricos e no aperfeiçoamento profissional.
De início, é válido ressaltar que o contexto histórico é um fator importante para a permanência desse impasse. A esse respeito, no período da República Oligárquica - ocorreu a Greve Geral - movimento de trabalhadores que foi desencadeado pelas péssimas condições no ambiente de trabalho, pela baixa remuneração e pelas longas jornadas de trabalho. Contudo, no país atual, tais práticas combatidas pela Greve, ainda são uma realidade, visto que em muitos lugares, ainda existem pessoas que trabalham em condições deploráveis, além de não receber um salário digno. Dessa forma, enquanto os interesses e a ambição do ser humano prevalecer, não será possível a desconstrução desse cenário.
Sob outra análise, a globalização, permitiu que todos estivessem conectados a todo momento, encurtou as distâncias e aumentou o período de trabalho, que antes se restringia à paredes de fábricas e escritórios e hoje, acompanha o funcionário até em casa e demanda parte do tempo livre. Além disso, a grande flexibilidade e a exigência por mão de obra cada vez mais especializada, fazem com que o colaborador dedique cada vez mais tempo para o aperfeiçoamento profissional. Com efeito, toda essa pressão e exigência, causa um esgotamento físico e psicológico de muitos trabalhadores brasileiros.
Portanto, a questão da exploração trabalhista, deve ser urgentemente combatida. Para isso, é necessário que, as Empresas, incentivem seus empregados, de forma a pagar uma remuneração digna, além de oferecer períodos de folga e férias adequados, além de propor a jornada de trabalho de oito horas por dia, como previsto na legislação brasileira, com intuito de manter a saúde física e mental dos indivíduos. É fundamental, que o Ministério do Trabalho, promova a fiscalização de empresas, por intermédio de envio de fiscais a esses locais, a fim de certificar-se que as leis trabalhistas estão sendo exercidas, e ainda, aplicar multas àquelas que violam os direitos trabalhistas. Assim, será possível, de fato, a construção de uma nação livre da exploração do trabalho.