A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/11/2020
Na primeira metade do século passado, durante seu “Estado Novo”, Getúlio Vargas consolidava as Leis Trabalhistas no Brasil, que garantiam salubridade das áreas de trabalho, salário mínimo, entre outros direitos ao trabalhador. Infelizmente, o que se observa na sociedade moderna brasileira, e até mundial, é uma precarização trabalhista, que demonstra uma tendência a terceirizações (afastando o laborador de seu patrão), informalidade, descaso com a saúde mental do trabalhador e desemprego estrutural.
Seguindo o desenvolvimento tecnológico galopante moderno, a automação fabril trouxe um maquinário cada vez menos dependente de operários, levando à uma perda de empregos desastrosa e o surgimento de sistemas de produção como o volvista e o toyotista, que requerem poucos trabalhadores, porém extremamente qualificados. Essa exagerada qualificação exclui a grande maioria da população ativa, que raramente dispõe de tempo e recursos para realizá-la, e que muitas vezes fica a mercê do trabalho informal e da disputa de vagas para ocupações mal pagantes.
Além do mais, a condição laboral atual apresenta índices que demonstram a deterioração da saúde mental dos trabalhadores, e de acordo com o Organização Mundial de Saúde (OMS), grande parte da população já apresenta distúrbios como a depressão e ansiedade. As grandes e demandantes jornadas de trabalho e a insegurança na manutenção do emprego são fatores de estresse contínuo para quem trabalha e já não tem tempo pra lazer. Dessa forma, cada vez mais a população se encontra doente e desprovida de qualidade de vida.
Dado o exposto, depreende-se, que, para acabar com a má exploração trabalhista na sociedade moderna, faz-se preciso que haja, por meio de intervenção da Secretaria do Trabalho do Governo Federal, uma monitoria do cumprimento das leis trabalhistas pelos empregadores, associada ao desenvolvimento de políticas que garantam ao trabalhador acesso a acompanhamento psicológico e ambientes de labuta menos opressivos, com ambientes para lazer e descanso. Só assim se verá mais qualidade de vida para o trabalhador como idealizado por Getúlio anos atrás.