A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/12/2020
É fato que durante a Primeira Revolução Industrial -que teve seu início no século XVIII- a exploração do trabalhador assalariado passou a acontecer corriqueiramente. Nesse viés, é inegável que a exploração da mão de obra perdura até os dias atuais, geralmente fazendo com que o trabalhador tenha uma carga horária mais elevada do que o permitido pela lei e ganhe um salário demasiado baixo, isso ocorre principalmente pela negligência e insolência dos empresários, bem como a escassa oferta de emprego no Brasil. Com isso, é possível compreender os desafios da exploração trabalhista na sociedade moderna.
Primeiramente, vale ressaltar que a impudência dos empresários é o principal motivo para a sustentação da exploração trabalhista no Brasil. Essa dinâmica é reforçada com a ideia de Mais-Valia -criada pelo sociólogo alemão Karl Marx no século XIX- que defende que os chefes recolhem o excedente gerado pela produção do trabalhador como lucro, gerando assim, a exploração da mão de obra. Dessa forma, percebe-se que o problema do abuso do trabalhador assalariado é um impasse antigo e merece ser combatido urgentemente.
Em segundo plano, vale salientar que a escassez de emprego também contribui para a permanecência da exploração trabalhista. Por exemplo, por não ter oferta de emprego, o indivíduo aceita toda e qualquer condição de emprego para ganhar dinheiro e poder sustentar sua família, sua moradia e seu direito ao lazer, direito este que está previsto na Constituição Federal de 1988. Em suma, é possível perceber que por causa da escassez de emprego, a pessoa se submete a condições adversas e desumanas, a fim de receber seu dinheiro.
Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho para tal problemática a insolência dos empregadores, bem como a escassez de vagas de trabalho. Diante disso, cabe ao Ministério da Justiça -órgão responsável pelo Poder Judiciário do Brasil- investigar as empresas que utilizam da exploração da mão de obra, e puni-las através das punições cabíveis ao não cumprimento das Leis Trabalhistas, a fim de reduzir o abuso do trabalhador assalariado. Ademais, cabe ao Governo -responsável pelo bem-estar comum, segundo Aristóteles- promover campanhas e palestras em espaços públicos que valorizem o trabalhador e sua imagem, com a finalidade de fazer as pessoas valorizarem sua mão de obra e não aceitarem qualquer condição adversa para ganhar dinheiro. Assim, observar-se-ia a mitigação da exploração trabalhista na sociedade moderna.