A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/12/2020
Cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade, depressão. Esse é o padrão emocional de muitos trabalhadores, na contemporaneidade. O sistema capitalista é arisco, principalmente, sobre a exploração trabalhista. No entanto, tal aproveitamento, muitas vezes, não é percebido. Além disso, a saúde mental do funcionário nem sempre é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, até o suicídio.
O filme “Tempos Modernos”, Charles Chaplin, retrata a situação dos operários na Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que visava apenas o lucro, independente das condições dos trabalhadores. Mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre doméstica e patrão, na conexão incessante com o trabalho, no “quebra-galho” para o chefe, etc. Ademais, é claro que existe uma hierarquia, que maior prejudicado é o elo fraco da relação – o trabalhador.
Outro ponto relevante é o desdém com a saúde psicológica do empregado. Mesmo se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro; o importante é que produza. Assim, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, podem levar a desistir da própria vida.
Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.