A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/12/2020
Na sociedade contemporânea, o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores é caracterizado pelo cansaço, depressão,falta de senso coletivo, stress. No entanto, essa exploração, muitas vezes, não é percebida como tal, além de que, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, como o suicídio.
O filme “Como era Verde o Meu Vale”, retrata a situação de uma cidadezinha no País de Gales, século XIX, em que trabalhadores são convocados para trabalhar em minas e, desde então, mostra a dificuldade dos trabalhadores em seu trabalho sem ter auxilio algum de seus superiores, carga horária indefinida e a redução de salário. É inegável que essa obra seja considerada atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias.
Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o mais prejudicado é o trabalhador, pode ser destacado também como um dos problemas que ainda não receberam a devida atenção, o descaso com a saúde psicológica do empregado. Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro; o importante é que ele produza. Nesse sentido, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, levam o indivíduo a desistir da própria vida. Além disso, devemos ressaltar o discurso empreendedor “tempo é dinheiro”, que induz o trabalhador a utilizar o máximo do seu tempo para produzir, com a ilusão de no final ter um resultado financeiramente favorável.
Diante de tudo o que foi apresentado é possível concluir, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é injusto e problemático. Assim, para que eles alcancem a devida melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como monitorar a fiscalização do cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.