A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/12/2020
Em 1760, ocorria no Reino Unido a primeira revolução industrial, onde a fabricação dos produtos deixava de ser algo artesanal feito por famílias e mestres construtores, e se transformava em uma produção em larga escala, onde a burguesia exploraria a produção feita pela população mais humilde da Inglaterra, que ficaria conhecida como classe trabalhadora. Esses trabalhadores séculos mais tarde, indignados com suas situações de trabalho, organizariam revoltas e revoluções, buscando acabar com a desigualdade e atingir a equidade social. Assim como na Inglaterra do século XVIII, a classe trabalhadora continua sendo explorada no Brasil atual, deixando milhares de operários em condições precárias e até mesmo inumanas de trabalho. Consequentemente, grande parte dessa população acaba perdendo a perspectiva da vida, causando estresse, depressão e em casos mais graves, o suicídio.
A priori, segundo estudos publicados pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o êxodo rural, nas décadas 1960 e 1980, contribuiu com quase 20% de toda a urbanização do país, passando para 3,5% entre os anos 2000 e 2010. Essa pessoas que saíram dos campos e vieram pras cidades em emedados do século XX, buscando melhores condições de vida. Elas abandoavam seus bens e suas antigas vidas, para trabalhar em sua maioria nas industrias que acabavam se formar no sudeste, e quando chegavam e se deparavam com condições precárias de trabalho, desigualdade social, salários e falta de infraestrutura para moradia. Esse volumoso número de pessoas, teve então, que construir suas casas em zonas mais afastadas da cidade, criando diversas favelas, aumentando a desigualdade e consequentemente a criminalidade, levando vários indivíduos pro mundo das drogas.
A posteriori, no inicio do século XX surgia nos EUA o modelo de produção Fordista, que consistia basicamente na frase “tempo é dinheiro”, onde cada funcionário tinha que fazer um trabalhos simples e repetitivos varias vezes, a fim de se gerar um produto final. Desta forma, os operários passavam horas realizando o mesmo movimento de forma Ininterrupta, algo que prejudica a saúde dos empregados, que não possuíam tempo adequado para suas necessidades básicas, como descansar, comer e até mesmo ir ao banheiro.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução da problemática. É dever Governo como um todo intervir, por meio de políticas de equidade social, a fim de gerar uma sociedade mais igualitária e justa para todos os seus cidadãos. O senado deve reformular algumas leis trabalhistas para proteger o operário de situações inumanas de trabalho.