A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/12/2020

Na série animada “Os Simpsons”, o personagem Homer precisa fazer longas jornadas de trabalho para conseguir sustentar a família e essa situação o leva a exaustão diversas vezes. De fato, apesar do modo humorístico apresentado, essa necessidade do Homer retrata a fragilidade das leis empregatícias. Nesse sentido, debater acerca da exploração trabalhista na sociedade é pertinente ao contexto moderno. Sobre essa perspectiva, é apropriado alegar que a exploração crescente sobre o trabalhador possui um viés histórico e é de responsabilidade dos Estados Nacionais reparar esse erro.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que com o advento da Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo, o trabalhador passou a ser visto como despesa. Nessa lógica, é válido afirmar que o patrão precisava ter o menor número de operários que trabalhassem por mais tempo possível, a fim de obter um lucro exponencial. Para explicar esse efeito, o sociólogo Karl Marx, chamou de “Mais Valia” a desigualdade entre o salário do empregado e o valor produzido pelo serviço dele. Logo, presume-se que a exploração trabalhista surgiu concomitantemente com a criação dessa atividade formal.

Ademais a ética dentro das sociedades evoluiu, de maneira que não é mais aceitável o abuso sobre o operário. Dentre esses efeitos, diversos países se comprometeram em realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no qual uma das metas é garantir o emprego descente e sem exploração. Por certo, uma vez que a mais valia ainda é aplicada, a ponto de levar o trabalhador a exaustão como demonstrado em Os Simpsons, os Estados demonstram despreparo em cumprir acordos internacionais. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esse problema e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Homer não podem continuar a ser reflexo da sociedade moderna. Assim, é necessário que cada país trabalhe essa questão internamente, no caso do Brasil, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, com ações dos tribunais trabalhistas, realizar investigações e prisões dos empregadores suspeitos de explorarem a classe trabalhadora, por meio de operações planejadas em diversas cidades do país, com o intuito garantir tolerância mínima a esse tipo de atitude. Além disso, os sindicatos precisam apoiar os empregados a fazerem denúncias formais sobre os abusos cometidos pelos patrões, a fim de mostrar que esse tipo de conduta não será mais aceitável. Enfim, a partir dessas ações, o emprego digno será uma realidade conforme garantido à ONU.