A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/12/2020
Entre as manifestações sociais ocorridas ao longo da história, o movimento operário é considerado o movimento mais importante. Por exemplo, no Brasil, a “Consolidação das Leis do Trabalho” promulgada pelo governo Getúlio Vargas é um marco na luta pelos direitos dos trabalhadores. Mas hoje, ainda é possível identificar relações laborais problemáticas e a exploração dos trabalhadores na sociedade. Esse impasse é causado pela crescente consolidação das ideologias neoliberais e do desemprego em vários países.
Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que a tendência contemporânea de países que adotam políticas econômicas mais liberais significa um aumento da exploração do trabalho. Isso ocorre porque uma das marcas do neoliberalismo é que alguns de seus defensores, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, estão precisamente facilitando as relações trabalhistas ao reduzir as regulamentações e a burocracia do mercado. Dessa forma, os funcionários só podem ser restringidos por seus chefes e se tornam vulneráveis à exploração e às duras condições de trabalho.
Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a taxa de desemprego no Brasil em 2017 atingiu 13% da população. Portanto, pode-se dizer que o desemprego promove a exploração do trabalho na sociedade moderna. Isso se manifesta no fato de o cidadão não ter um emprego devido à necessidade de ganhar dinheiro e, eventualmente, “abraçar” qualquer oportunidade de trabalho, mesmo que isso signifique abrir mão de alguns de seus direitos. Por exemplo, esse é o caso da maioria dos super compradores e fornecedores de aplicativos de alimentos que veem essas atividades como uma alternativa ao desemprego e têm que trabalhar muitas horas sem o direito de licença para ganhar a vida.
Portanto, é necessário tomar medidas para amenizar esse impasse. Para tanto, o Ministério da Justiça deve combater a exploração do trabalho por meio da promulgação de novas leis que regulem a atual dinâmica do mercado para garantir os direitos dos cidadãos e dos trabalhadores. Além disso, o estado precisa enfrentar o desemprego por meio de iniciativas privadas e incentivos financeiros para aliviar esse problema social e garantir que as pessoas tenham oportunidades de trabalho mais dignas.