A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 04/12/2020

O filme “Tempos Modernos”, retrata o período da Revolução Industrial e aborda a exploração trabalhista imposta na época. Dessa forma, hodiernamente algumas empresas que possuem grande visibilidade, as quais visam apenas o lucro, ainda praticam o cenário retratado no filme. Logo, atraindo consequências para a saúde física e mental do trabalhador.

Em primeiro lugar, sob a perspectiva do filósofo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência a quem detém os meios de produção, desta forma, o trabalho fica de maneira assujeitada a ele. Sendo assim o assalariado sente-se na obrigação de cumprir as metas estabelecidas, permanecer depois do expediente ou então resolver assuntos de trabalho em casa, em horários de lazer, atrapalhando a vida pessoal. Sobretudo levando-se em conta que  provavelmente não recebe remuneração adicional, sendo visto como “sacrifícios pelo trabalho” para ser um excelente profissional.

Em segundo lugar, vive-se em uma época fluída, líquida, sem certezas, em resumo, os empregos estão instáveis, sem segurança, além disso, no mercado há um “exército de reservas”, para a substituição dos mesmos. Portanto, em outras palavras, o trabalhador se submete a exploração pelo fato de precisar, cumprindo as exigências com medo de ser substituído. Dessa forma, estando nesse ritmo, é possível o desenvolvimento de doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão nos empregados.

Frente a todos os fatos supracitados é visível que mudanças devem ser feitas, a fim de garantir sempre melhores condições trabalhistas. Nesse sentido, os órgãos empresariais devem priorizar o ambiente de trabalho acolhedor e satisfatório. Torna-se primordial, também, que o Ministério do Trabalho junto ao Governo Federal intensifique as leis relacionadas aos empregados, oferencendo-lhes acompanhamento psico-funcional e médico, estabelecendo fiscalizações mais rigorosas. Ademais, é preciso que a sociedade trabalhista continue em constante luta fazendo valer seus direitos na contemporaneidade.