A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 05/12/2020
Dentre as manifestações sociais ocorridas ao longo da história, o movimento operário é considerado o movimento mais importante. Por exemplo, no Brasil, a “Consolidação das Leis do Trabalho” promulgada pelo governo Getúlio Vargas é um marco na luta pelos direitos dos trabalhadores. Mas hoje, ainda é possível identificar relações de trabalho problemáticas e a exploração dos trabalhadores na sociedade. Esse impasse é causado pela crescente consolidação das ideologias neoliberais e do desemprego em vários países.
Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que a tendência contemporânea de países que adotam políticas econômicas mais liberais significa maior exploração do trabalho. Isso ocorre porque uma das marcas do neoliberalismo é que alguns de seus defensores, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o presidente americano Reagan, facilitaram as relações trabalhistas reduzindo as regulamentações de mercado e a burocracia. Desta forma, os empregados só podem estar sujeitos às restrições impostas pelos seus patrões e ficam vulneráveis à exploração e às más condições de trabalho.
Além disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a taxa de desemprego no Brasil atingiu 13% da população em 2017. Portanto, pode-se dizer que o desemprego promove a exploração do trabalho na sociedade moderna. Isso se manifesta no fato de os cidadãos não terem empregos devido à necessidade de ganhar dinheiro e eventualmente “abraçar” qualquer oportunidade de trabalho, mesmo que isso signifique abrir mão de alguns de seus direitos. Por exemplo, esse é o caso da maioria dos supercompradores e fornecedores de aplicativos de alimentos que veem essas atividades como uma alternativa ao desemprego e têm que trabalhar longas horas sem o direito de licença para ganhar a vida.
Portanto, é necessário tomar medidas para amenizar esse impasse. Para tanto, o Ministério da Justiça deve combater a exploração do trabalho por meio da promulgação de novas leis que regulem a atual dinâmica do mercado para garantir os direitos dos cidadãos e dos trabalhadores. Além disso, o estado precisa enfrentar o desemprego, incentivando a iniciativa privada e incentivos financeiros para aliviar esse problema social e garantir que as pessoas tenham oportunidades de trabalho mais dignas.