A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/12/2020
Em primeiro de maio de 1886, um grupo de trabalhadores americanos organizou uma paralisação que reivindicava melhores condições de trabalho nas fábricas do país, logo, o movimento se espalhou pelo mundo. Acerca dessa lógica, no Brasil hodierno, a exacerbada racionalização do trabalho influi, em geral, para a precarização dos direitos trabalhistas. Não obstante, a inobservância governamental aos altos índices de trabalhos informais contribui, em parte, na ascensão de desempregados. Logo, ações estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.
Destarte, com a evolução e com a disseminação das mudanças advindas da globalização, numerosos direitos trabalhistas foram dissolvidos. Sob essa óptica, com a racionalização dos métodos de produção na primeira metade do século XX, a exemplo do Fordismo e do Taylorismo, inúmeros trabalhadores passavam cerca de 16 horas ininterruptas realizando suas tarefas, para receber salários muitas vezes, insuficientes para a sobrevivência. Nesse viés, é notável, que com a disseminação dos ideais capitalistas nas últimas décadas, a visão de lucro perpassou o bem-estar dos funcionários, precarizando, em maior parte, as políticas de apoio a esses servidores, tornando o ofício um ambiente desagradável. Desse modo, atos que mudem esse cenário são urgentes.
Outrossim, a inópia de apoio por parte do Estado coopera, majoritariamente, no aumento do número de desempregados. Nessa conjuntura, já na sua posse, o Presidente Jair Bolsonaro dissolveu o Ministério do Trabalho, incorporando-o, em maior porcentagem, ao Ministério da Economia, explicitando medidas de desamparo aos trabalhadores. À vista disso, com cerca de 13 milhões de desempregados em 2020, a penúria de políticas e de órgãos que prestem assistência a essa parte da população, traz uma sensação de abandono e falta de comprometimento com parte da sociedade influindo, em maioria, na elevação das taxas de desemprego. Portanto, medidas que mudem os episódios são importantes.
À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Cidadania deve realizar reformas trabalhistas, que visem ao maior amparo psicológico e físico à seus funcionários, com a disponibilização de atendimento com psicólogos, gratuitamente, e com a realização de atividades, com profissionais da saúde, que busquem o exercício corporal como melhora na qualidade dos serviços. Ademais, o Ministério da Economia deve implantar auxílios financeiros aos trabalhadores informais e desempregados, intentando ao melhoramento da qualidade de vida dessa população, buscando a diminuição das taxas de desemprego. Por esses intermédios, a exploração trabalhista pode deixar de ser um imbróglio no País.