A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/12/2020

Sob a perspectiva da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 1888, foi abolido o sistema de escravidão da sociedade brasileira. Hodiernamente, essa norma demonstra uma luta incessante do povo brasileiro pela justiça e igualdade. Entretanto, a frequente exploração trabalhista no âmbito nacional demonstra que essa luta pelo equilíbrio social não chegou ao fim. Nesse contexto, cabe analisar que o comportamento egoísta de alguns indivíduos e a negligência governamental são os principais causadores do problema.

No que concerne à problemática, a ganância pelo dinheiro por parte do patrão é um fator que agrava a situação do trabalhador. Nesse viés, consoante ao pensamento do polonês Zygmunt Bauman, em “Modernidade Líquida”, as sociedades contemporâneas são pautadas na efemeridade, na individualidade e no imediatismo. De maneira análoga, a teoria do sociólogo aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista o comportamento  individualista dos burgueses, que, ao visarem aumentar seus lucros, exploram proletários de forma desigual. Como consequência, o trabalho moderno torna-se gradativamente uma atividade exaustiva e injustiçada para os trabalhadores.

Outrossim, cabe analisar que a ineficácia das leis contribui para a intensificação do problema abordado. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo o contratualista Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato - leis -, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, tendo em vista a falta de intervenções públicas voltadas para a promoção eficaz das leis de igualdade no setor trabalhista, o que rompe com o contrato estabelecido pelo filósofo. Com efeito, a desigualdade social no país aumenta dia a dia.

Urge, portanto, medidas para amenizar a situação em questão. Para isso, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Poder Político, diminuir os casos de exploração do trabalhador. Isso será feito por meio de investimento, por parte governamental, em profissionais de fiscalização que irão averiguar se os direitos estabelicidos pela Constituição Federal estão sendo cumpridos por parte dos empregadores, os quais estarão sujeito à multa e condenação. Dentro dessa conjuntura, tais ações tem por obejtivo promover uma sociedade igualitária e justa para todos os cidadãos.