A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/12/2020

Durante o século XVIII ocorreu à 1° Revolução Industrial, evento marcado por baixos salários que não condiziam com as longas jornadas de trabalho exercidas. Atualmente, apesar da existência das leis trabalhistas a exploração da mão de obra é algo não superado. Nesse sentido, pode-se afirmar que isso ocorre devido aos elevados índices de desemprego atrelado as novas formas de trabalho que infligem os direitos garantidos por lei e que resultam no adoecimento físico e mental dessas pessoas. Assim, é indispensável medidas que sanem tais percalços.

Mormente, é fulcral afirmar que a baixa especialização da mão de obra somada a grave crise econômica, tem possibilitado altos números de desemprego, e assim, predispondo os indivíduos a trabalhos exploratórios. De acordo com o site “G1”, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirmou que o desemprego atingiu mais de 13 milhões de pessoas em 2020. Dessa forma, esses indivíduos tornam-se vulneráveis a empregos que não possuem vínculos empregatícios, e que não respeitam as leis trabalhistas. Esse é o caso, por exemplo, dos entregadores de aplicativos de alimentação, os quais se submetem a grandes jornadas de trabalho para alcançarem a “renda mensal”.

Outrossim, é fundamental apontar o cansaço, a ansiedade e a depressão como as principais consequências do modelo exploratório trabalhistas contemporâneo. Isso, porque, no modelo capitalista o mais importante é a produção realizada pelo indivíduo, independentemente de sua saúde física ou mental. Esse ideal empreendedor orienta aos funcionários aproveitarem ao máximo o seu tempo de produção, o que reduz o intervalo reservado à alimentação e ao descanso. Consoante ao filósofo Maquiavel: “os fins justificam os meios”. No entanto, a indústria capitalista utiliza a ideia do lucro para massacrar a saúde do trabalhador, colocando os “meios”, para o alcance do “sucesso”, fora do senso coletivo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de soluções para sanar a problemática. Em princípio, é primordial que o governo federal crie cursos profissionalizantes que especializem a mão de obra dos trabalhadores, por meio de parceria com o Ministério da Educação, com o objetivo de introduzi-los em empregos dignos e que garantam os seus direitos. Ademais, é essencial que os órgãos públicos e privados priorizem a saúde de seus empregados, por intermédio de investimentos na oferta de acompanhamento médico psicológico, visando manter ou restaurar a saúde desses funcionários. Destarte, deixar-se-á o legado cruel de exploração trabalhistas.