A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/12/2020

O filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin,faz uma crítica ao modelo de produção implementada durante a Revolução Industrial,já que naquela época o funcionário era submetido a uma jornada exaustiva de trabalho. No entanto,mesmo que com a chegada do século XXI tenham sido efetuados os direitos trabalhistas que protegem a classe proletária,ainda assim,nem sempre as normas são aplicadas ao emprego formal. Nesse sentido, é importante discutir e propor soluções para essa problemática decorrente não só de uma sociedade superficial, mas também uma insuficiência legislativa no Brasil.

Sob essa ótica, deve-se destacar,primeiramente, que a coletividade torna-se cada vez mais individualista e líquida, dado que busca  visar sempre o seu bem-estar acima dos demais. Dessa forma,é imprescindível relatar sobre a Guerra Fria e o seu impacto após a efetivação do capitalismo, o que resultou em uma população cada vez mais consumista e altamente preocupada com a produção em massa. Visto isso, vale ressaltar sobre a época fluida,conceituada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, em que tudo tornou-se instável,inclusive os empregos, pois há um “exército de reservas” para a substituição dos próprios funcionários. Em suma disso,o trabalhador se submete a exploração pelo défict na renda, e passa a cumprir exigências com medo de ser permutado, com isso é possível desenvolver doenças psicológicas como a depressão,nos empregados. Destarte, a empatia e um maior cuidado com o outro não é algo tão constante na federação contemporânea

Além disso, outro ponto relevante nessa temática trata-se da ineficácia na aplicação das leis no país. Nessa mesma perspectiva,vale retomar sobre o filme Tempos Modernos, pois apesar de direitos trabalhistas existirem, como jornada de trabalho definida e férias remuneradas, o fantasma da exploração persiste nas relações empregatícias - disfarçado em horas extras não pagas ou na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão. Dessarte, é viável evidenciar que não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro: o importante é que ele produza. Como consequência, é evidente que existe uma hierarquia e o maior prejudicado será o elo mais fraco da relação – o trabalhador. Logo, aquilo que é determinado pela Constituição não é aplicado na prática.

Portanto,vê-se a necessidade de reduzir a exploração trabalhista na sociedade moderna, para garantir uma melhor saúde física e mental . Por isso,urge ao Ministério do Trabalho garantir e ampliar os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como deve-se fiscalizar o cumprimento dessas normas e se os horários não são excedidos,ou as horas extras são pagas, que vise,principalmente, o bem-estar sem atentar-se apenas à demanda de produção. Somente assim, será possível o desenvolvimento de uma nação distanciada do modelo de produção apresentado no filme de Charles Chaplin.