A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/12/2020

Segundo a lei da inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à exploração trabalhista na sociedade moderna, que segue sem uma intervenção que o resolva. Esse cenário é fruto tanto da negligência estatal, quanto da grande desigualdade social no Brasil. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeira análise, é fulcral pontuar que a exploração do trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que tange à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades , jovens e adultos chegam a trabalhar 15 horas, diariamente, por meio de aplicativo de entrega, por vezes, a receber menos de um salário mínimo. Desse modo, evidencia-se a exploração do trabalho e a inércia estatal diante do problema.

Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. De acordo com o jornal, folha de São Paulo, " para 59% dos entrevistados a principal motivação para começar a fazer entregas por aplicativos foi o desemprego." Partindo desse pressuposto, com o avanço das maquinas o trabalho humano se tornou absoleto , assim desvalorizando a força bruta , a medida que varoliza o trabalhador mais qualificado. Nessa situação, as classes favorecidas levam grande vantagem, pois tendem a ter uma melhor formação de base, além de dispor  mais tempo para estudar.

Portanto, a fim de garantir que os trabalhadores de aplicativos tenham  melhores condições. Cabe ao Estado, mediante a criação de novas leis trabalhistas que devem cubrir essa nova forma  de serviço, tendo em vista seu caráter informal, os donos de aplicativos não são obrigados a pagar uma indenização ou algo parecido , caso ocorra um acidente  de alguém que preste serviço a eles. Nesse caso, o Estado brasileiro deve-se fazer presente e taxar essas empresas e criar diretrizes para o seu funcionamento, levando em conta que o trabalhador não tem como discutir melhores condições de serviço com o empregador, pois é uma batlha desleal.