A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, uma vez que há uma perpetuação da cultura exploratória no âmbito trabalhista na sociedade moderna. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto da assimetria socioeconômica.

Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a escassez de políticas efetivas para coibir a exploração trabalhista em pleno século XXI. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o Poder Público é responsável por gerenciar as questões que envolvam a sociedade, todavia, não é esse o panorama vivenciado. Além disso, há uma divergência notória acerca das oportunidades de empregos entre as classes sociais, de tal forma, ampliando o abismo social. Prova disso estão nos dados divulgados pelo site “ Brasil Elpaís”, os quais revelam que 50% dos entregadores de aplicativos são jovens periféricos.

Em segunda instância, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotora do problema. Conforme o  (IBGE), cerca de 1% da população brasileira concentra mais de 30% de todo o capital do país. Ademais, esse quadro expõe a má distribuição de renda entre as classes, por conseguinte, interferindo diretamente na falta de empregos para população mais necessitada, consequentemente, por conta dessa ausência de oportunidades alguns indivíduos se submetem a condições análogas a escravidão.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Economia,seja revertido em um maior investimento nos setores de base, por meio da produção de mais mercadorias, com isso, gerando empregos fixos.Dessa forma, espera-se frear a exploração trabalhista na sociedade moderna.