A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/12/2020

Com o avanço das grandes navegações e a conquista de novas terras no continente americano, foi utilizada a mão de obra escrava para povoar e explorar os territórios recém-colonizados. Entretanto, apesar do fim do regime escravocrata ter ocorrido há séculos, ainda são praticadas formas de tarefas análogas à escravidão. Nesse sentido, a prevalência dos Direitos Humanos e das Leis Trabalhistas no século XXI faz-se urgente para garantir a extinção do abuso desumano no trabalho.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a escravidão é condenada pelos Direitos Humanos. Dentro dessa perspectiva, após o terrível cenário da Segunda Guerra Mundial e das atrocidades cometidas pelo nazismo, a atuação da Organização das Nações Unidas busca garantir a manutenção desses direitos. Contudo, ainda há postos de trabalho que exploram os prestadores de serviço. Prova disso são os dados do Ministério Público do Trabalho, no Brasil, que contabilizam mais de mil pessoas resgatas do trabalho escravo só no ano de 2019. Tais aspectos evidenciam a necessidade de fiscalização contra esse regime abusivo.

Ademais, a extrema desigualdade social prejudica o combate à escravidão. O crescente desemprego em países subdesenvolvidos acentua a segregação social, como é o caso, por exemplo, do Brasil, que já soma mais de 14 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, parte da população é submetida a atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar, além da exploração de crianças e jovens que são privados do acesso à educação. Assim, as Leis Trabalhistas, conquistadas pelos cidadãos há décadas, deixam de ser usufruídas pelos trabalhadores.

Portanto, é de extrema necessidade que ações sejam praticadas para que a escravidão moderna seja definitivamente mitigada. Logo, cabe à mídia, por meio de publicidade nas redes sociais, promover campanhas que demonstrem as irregularidades nos regimes trabalhistas e que incentivem a realização de denúncias contra tais práticas. Além disso, a Secretaria de Trabalho, em parceria com empresas e ONGs, deve fornecer cursos técnicos gratuitos em escolas de regiões carentes, a fim de qualificar a mão de obra e garantir o acesso dessa população a oportunidades mais dignas de trabalho. Desse modo, será possível garantir a real aplicação dos direitos previstos em nossa Carta Magna.