A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/01/2021
No filme “Tempos Modernos”, o personagem de Chalin Chaplin trabalha incessantemente na fábrica por longas horas diárias. Consoante a cena filmada, observa-se que, na contemporaneidade brasileira, ainda permanece a exploração trabalhista, o que desencadeia problemas prejuiciais à saúde de vasta gama de funcionários. Com isso, urge refutar as causas desse impasse, como a exigência de metas a serem batidas cada vez mais altas, em simetria com a carga horária desproporcional ao limite físico e psíquico do empregado, a fim de proporcionar uma situação laboral mais digna aos brasileiros.
Em primeira instância, destaca-se a pressão no trabalho como uma das causas das doenças ocupacionais. De acordo com estatísticas do Instituto Nacional do Seguro Social, em 2016, 75,3 mil trabalhadores foram afastados do emprego por depressão. Nesse cenário, infere-se que as metas abusivas impostas pelas firmas contribuem para o aumento desse índice, uma vez que, os empresários visam apenas o lucro e negligeciam o estado psicoemocional do empregado. Logo, faz-se necessário rever as metas exigidas a cada funcionário na área empresarial, para garantir a saúde mental dos envolvidos.
Paralelamente a isso, sobressai o aumento na quantidade de horas trabalhadas como fator determinante na exploração trabalhista. Nesse ínterim, pesquisas apresentam casos nos quais foi possível reduzir 60% do número de acidentes, quando se minimizou a jornada de uma fábrica de 12 para 10 horas diárias. Diante desse panorama, nota-se que, devido ao prolongado tempo de serviço, o indivíduo fatigado agride seu corpo por desrespeitar seus limites, o que provoca acidentes laborais. Com isso, faz-se urgência para reverter os abusos presentes no cenário trabalhista nacional.
Destarte, entende-se que a exploração no trabalho acarreta transtornos para a saúde da massa operária brasileira. Assim, torna-se imperativo que os gerentes das empresas, as quais exigem altas metas, reúnam com seus funcionários a fim de discutir e chegar a uma meta razoável a se cumprir, para que seus empregados não se sintam sobrecarregados. Ademais, competem aos sindicatos, órgãos de defesa do empregador, a exigência da redução das horas trabalhadas, por meio de abaixo-assinado, com intuito de garantir não só um serviço mais digno ao trabalhador, mas também a prevenção de acidentes laborais. Desse modo, a exploracão trabalhista será, gradativamente, atenuada no Brasil do século XXI.