A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/01/2021
É desde o século XIX que Karl Marx propunha teorias como a mais-valia, no qual o tempo de produção era desproporcional ao quanto o operário recebia. Contudo, este cenário de exploração trabalhista ainda se faz presente na sociedade atual, indo desde a empregada doméstica até o motorista ou entregador que atendem por aplicativo. Esse impasse é causado, muitas vezes, pelo desemprego e pela consolidação do Capitalismo.
Somado a isso, pesquisas apontam que a grande parcela da população que tende a aceitar o trabalho sem contrato e com condições indignas é a classe baixa, uma vez que o desespero para sustentar a si próprio e a família após o desemprego os levam a se sujeitarem a determinadas situações abusivas. Um exemplo disso são as diaristas que, ao questionarem o contexto em que vivem, são vistas como ingratas e ainda, precisam que sua demissão seja “amigável” por conta das recomendações futuras. E, infelizmente, esse conjunto de fatos molda um perfil de trabalhadores depressivos, ansiosos e/ou cansados.
Paralelo a isso, a Consolidação das Leis Trabalhistas, promulgada no governo de Getúlio Vargas, foi um grande marco na luta operária pela conquista de direitos. Porém, a falta de fiscalização para que ela seja seguida à risca, faz com que muitas crianças ainda estejam inseridas nesse mundo, além do descaso com a saúde psicológica do empregado, fator este que aborda a tamanha competitividade que o capitalismo traz e a falta de consideração com eventuais problemas pessoais, familiares ou se ele tem dormido e se alimentado corretamente.
Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para que este panorama seja devidamente alterado. Para isso, o Estado deve reconhecer e combater essa exploração criando leis que reformulem as práticas do mercado atual, a fim de garantir segurança e bem-estar ao trabalhador, além de oportunidades mais dignas, já que os culpados não são os indivíduos em si, mas sim o sistema que impulsiona a desigualdade.