A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/01/2021
Com a decadência do feudalismo e a ascensão da burguesia na baixa idade média, houve a progressiva mudança do status quo - estado normal das coisas - em que a sociedade foi submetida. Deste modo, a força de trabalho antes explorada apenas pela nobreza, nesse momento começou a ser explorada também pelos burgueses. Analogamente, na contemporaneidade, apesar de garantida boas condições trabalhistas pela Constituição de 1988, a exploração do trabalho persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Nesse sentido, destaca-se a difusão de uma cultura de capitalismo predatório, bem como a transgressão das leis trabalhistas como impulsionadoras do problema.
Em primeira instância, é interessante salientar os efeitos da cultura capitalista exacerbada no Brasil. No livro “O Capital” do filósofo Karl Marx, é construído o conceito de materialismo histórico, que atribui como incentivo majoritário das ações do homem à busca pelo lucro, que, muitas vezes, pode-se sobrepor questões éticas. Sob essa ótica, é evidente a necessidade compulsiva de boa parte dos brasileiros em acumular capital, o qual se sujeitam a jornadas extensivas de trabalho para satisfazer suas ambições tal como proposto por Marx. Desse jeito, ao adquirirem essa postura, abrem espaço para a iniciativa privada cometer mais abusos neste meio.
Em segunda instância, vale também ressaltar que a violação das leis trabalhistas não só fere a autoridade do país, como prejudica o bem-estar social. Segundo o filósofo Rousseau, a soberania política pertence ao conjunto de membros da sociedade e só por intermédio da educação que é possível alcança-la. Sob esse viés, fica nítido a responsabilidade do Estado em formar o cidadão, ensina-lo sobre seus direitos e os preceitos dentro da sociedade. Dessa maneira, ao dar autonomia cognitiva para o indivíduo, o estimulará a denunciar práticas ilícitas e diminuirá a chance de trabalhar de modo a ser explorado.
Urge, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, cabe ao Ministério da Educação e Cultura a inserção na grande de ensino aulas sobre cidadania. Desse jeito, por meio de sua elaboração realizada por educadores, psicólogos e especialistas em direito constitucional, com o uso de base teórica de sociólogos e filósofos que dissertam sobre as implicações do dever moral. Assim, com o intuito de acabar com a problemática que assola a humanidade desde tempos antigos, e garantir os direitos previstos pela carta magna..