A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 12/01/2021
“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”. Observa-se na frase de Stephen Hawking, físico teórico britânico, que as falhas persistentes no que tange o cenário da exploração do trabalhador na sociedade moderna são recorrentes pela falta de diálogo no corpo social moderno. Em vista disso, percebe-se que a conjuntura é motivada pelo descaso governamental e, também pela falta de empatia empresarial, impasses esses constantes no aspecto coetâneo da Federação.
Primordialmente, é imprescindível analisar que a persistência da problemática deve-se,principalmente, à omissão do Estado, uma vez que esse não executa o direito fundamental àdignidade estabelecido na Constituição Federal, decretada em 1988. À vista disso, o Ministério da Justiça, pela falta de políticas públicas eficazes que visem solucionar o imbróglio, como a fiscalização nos ambientes de trabalho, fere a legislação. Isso, devido a ações com cargas horárias exaustivas, ausência de remuneração e violência psicológica ou física que adentrem no âmbito profissional hodierno. Desse modo, essas práticas não corroboram com os preceitos e princípios de justiça positivada.
Outrossim, é fundamental salientar que a lógica consumerista é propulsora do problema. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiaridade da “modernidade líquida” vivenciada na contemporaneidade. Diante desse contexto, o imbróglio é persistente pelos empresários visualizarem o ser humano como uma mercadoria e não como uma pessoa dotada decomplexidade biopsicológica. Sobretudo, esse problema ocorre em virtude do individualismo inerente do século XXI, próprio das relações capitalistas retratadas pelo filósofo. Logo, urge a intermediação dessa questão com ênfase em princípios normativos.
Diante dos argumentos supracitados, são imprescindíveis mudanças para alterar esse quadro. Para isso, o Ministério da Justiça, juntamente com o da Educação, devem inserir, dentro das redes públicas de ensino, campanhas informacionais que retratem como o trabalhador é abusado e quais seus direitos fundamentais. Sobretudo, essas campanhas serão feitas com Professores da Legislação Trabalhista, por meio de verbas da União do fundo rotativo destinadas a conscientizar a população. Com isso, a questão da exploração do trabalhador será intermediada na contemporaneidade.