A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 26/01/2021

Em uma breve viagem na história, no período da revolução industrial, observamos o personagem Charles Charplin, um trabalhador da indústria, que todos os dias vai para o trabalho exercer a mesma atividade e ao fim do dia retorna para sua casa, depois de uma rotina exaustiva e mal remunerada, porém, sua única opção é o trabalho. Nos dias atuais, mediante inúmeras leis trabalhistas, este cenário ainda pode ser visto em uma vasta gama da sociedade.

Atualmente, no Brasil, estamos vivenciando à chamada Terceira Revolução Industrial, ou como assim dizer terceirização dos serviços. Desde os setores téxteis até as grandes industrias, um processo que se caracteriza pela “liberdade” do trabalhador em poder trabalhar por conta própria. A empresa contrata os seus serviços e o mesmo tem autonomia para ir prestá-lo, assim a contratante não arca com os custos de um funcionário salariado, como férias e décimo terceiro.

Entretanto, tal situação tem seu lado negativo, visto que, o prestador de serviço não está assegurado pelas leis trabalhistas, sendo assim, vê-se cada vez mais o excesso de trabalho, à fadiga e à ausência de descanso. Segundo uma pesquisa da associação aliança bike, cerca de 50% dos prestadores de serviços de entrega tem entre dezoito e vinte e dois anos, o que revela jovens cada vez mais novos se submetendo a trabalhos de intensa carga horária e baixa remuneração.

Portanto, tendo em vista à gravidade do problema, torna-se necessária à tomada de medidas para soluciona-lo, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Autônomos, sob a aprovação da Câmara dos Deputados, devem propor leis que abranjam os profissionais terceirizados, de forma a inseri-los nos regimentos da Consolidação das Leis Trabalhistas, além de promover a atividade com medidas de incentivo ao trabalho informal, dando-lhes benefícios por atuarem nos fins de semana e o adicional noturno àqueles que sobrepõem sua jornada de trabalho durante a noite, proporcionando assim a satisfação daquele que se dedica à trabalhar para manter seu sustento ou a de terceiros, impulsionando o crescimento deste setor de forma justa e regida por leis.