A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 31/01/2021

Na obra “Macunaíma”, de Mário de Andrade, o protagonista; refletindo a respeito da relação homem-máquina, chega a conclusão de que o operário é dominado pelo seu ofício. Semelhante à ficção, a sociedade modera, por meio da ganância capitalista no mercado de trabalho e da falta de amparo estatal, explora a mão de obra do trabalhador desinformado de seus direitos. Urge, pois, a necessidade de medidas para que essa problemática seja mitigada.

É importante pontuar, de início, uma análise histórica-social quanto ao sistema capitalista vigente e suas organizações de poder. Sob esse prisma, o sociologo alemão Karl Marx preconiza no tocante à grande diferença entre o salário do proletário(irrisório) e o do burguês(alto): a “mais-valia”. Nesse sentido, o dono dos meios de produção, na tentativa de obter cada vez mais lucro, lesa o direito de uma remuneração apropriada aos trabalhadores. Essa exploração trabalhista é potencializada pela desinformação, haja vista que os indivíduos não cohecem suas vantages laborais como o décimo terceiro e o salário mínimo. Consequentemente, a desigualdade de renda e a probreza encontram espaço na sociedade tupiniquim.

Outrossim, é preciso destacar o papel do Estado como garantidor do contrato social estabelecido.  Acerca disso, a Consolidação das Leis Trabalhistas, promungada no governo de Getúlio Vargas, assegura direitos plenos para trabalhar de forma digna e justa. A realidade laboral, entretranto, se distancia do papel, pois o trabalhador, além de mal remunerado, realiza tarefas em locais insalubres e, com efeito, sua vida é colocada em risco. O trabalho escravo na lavoura, por exemplo, inicia-se com homens que prometem bons salários, a fim de atrair sujeitos leigos de seus direitos, os quais, ao chegar na propriedade, são forçados a trabalhar. Nesse sentido, Peter Drucker, pai da administração moderna, afirma que não existem países subdesenvolvidos, mas subadministrados. Dessa forma, a exploração tanto no meio urbano quanto no rural é evidente, pois o Estado não cumpre seus deveres.

Destarte, é necessário que esse imbróglio seja superado. Primeiramente, o Ministério da Justiça, deve fiscalizar empresas que contratam os trabalhadores de forma informal e municípios afastados dos centros urbanos, a fim de detectar injustiças sociais nas cidades e , sobretudo, no campo; encontrando os criminosos e os latifúndios destinados ao trabalho escravo. Vale, ainda, que o Governo  Federal, por meio de propagandas em sites, aplicativos e canais de TV nos horários estratégicos; informe a sociedade sobre seus direitos laborais contidos na CLT, para que todos possam indentificar se estão sendo explorados. Nesse ritmo, Macunaíma perceberá que a relação homem-ofício é saldável.