A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 11/03/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão brasileiro o direito à igualdade e dignidade. Todavia, se torna indiscutível que o plano teórico não se assemelha à prática. No entanto, a exploração trabalhista se torna uma problemática para a sociedade, visto que determinados empregos são julgados pela população, não são devidamente remunerados ou sofrem com pressões psicológicas para alcançarem o máximo da produtividade.
Segundo o filósofo Noberto Nobbio, a dignidade humana é uma característica intrínseca ao homem, capaz de dar-lhe o direito ao respeito por parte do Estado. Seguindo essa linha de raciocínio, alguns trabalhadores são desrespeitados por parte do Estado em relação ao salário. Portanto, a falta do vale transporte e vale refeição, por exemplo, se torna um empecilho, visto que o salário mínimo não condiz às horas trabalhadas.
Ademais, no livro “Sociedade do cansaço”, do autor Byung-Chul Han, retrata a sociedade que visa somente o sucesso e o excesso da positividade e produtividade. Nota-se que o excesso do trabalho prejudica o indivíduo psicologicamente, visto que pode ocasionar problemas de saúde, tais como depressão e ansiedade. Além disso, a vida social do trabalhador também é esquecida, uma vez que o mesmo pensa que deve sempre produzir e trabalhar, o que se torna uma consequência da pressão psicológica feita pelo Estado.
Diante do exposto, com tudo, é necessário a ação do Ministério do Trabalho. Por meio de mudanças jurídicas e por intermédio do Poder judiciário, é de suma importância a criação de leis que visem a obrigatoriedade do vale transporte e vale-refeição. Com isso, os direitos trabalhistas poderão ser padronizados e regularizados, a fim de que o plano teórico da Constituição Federal se concretize, o qual consiste na igualdade entre todos os cidadãos.