A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/03/2021
Atualmente, levando-se em consideração a situação de pandemia vi-venciada no país, nota-se diversas mudanças nas relação trabalhistas exis-tentes. Destarte, destaca-se o uso generalizado das novas tecnologias e o desemprego como fatores fundamentais para essas alterações. Por exem-plo, com a adoção da quarentena, muitas pessoas adotaram o “home offi-ce”, enquanto outros, que perderam o emprego diante da crise, acabaram por recorrer a trabalhos informais, como entregadores de aplicativos.
Diante desse exposto, observa-se que o uso de mecanismos tecnológi-cos durante o trabalho remoto, apesar dos benefícios, como maior flexibilidade, pode acarretar em inúmeros malefícios, exemplificando, a am-pliação excessiva da carga horária. Nesse contexto, percebe-se que as redes sociais são utilizadas como meio de conexão entre o empregador e o empregado, o que facilita nas interações entre eles. Contudo, elas também deixam os funcionários suscetíveis a um aumento de horas trabalhadas, visto que passa a não existir um limite de expediente.
Outrossim, o Coronavírus também corroborou para o crescimento nos índices de desemprego, consequentemente muitos buscaram trabalhos al-ternativos, que na maioria da vezes são precários. Deste modo, analoga-mente, na Primeira Revolução Industrial, o proletariado trabalhava em con-dições insalubres, sem direitos a férias etc. Todavia, apesar das diversas leis trabalhistas criadas desde então, contasta-se que o trabalhador hodio-vinculado a aplicativos, encontra-se vulnerável, uma vez que não tem garantia a auxílio doença, previdência social, entre outros.
Portanto, com o objetivo de diminuir os danos causados pela conexão tecnológica exagerada e as circunstâncias indignas que o operário enfren-ta, é necessário que o Poder Legislativo em cooperação com o Ministério do Trabalho criem e fiscalizem as leis trabalhistas. Assim, deve-se elaborar emendas constitucionais que obriguem os empregadores a respeitar a carga horária estabelecida e fiscalizar os aplicativos, observando-se se eles oferecem condições de saúde, folga etc.