A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 05/03/2021

O abuso incessante do trabalho não é recente no Brasil: até meados do século XIX o país comercializava escravos e estes representavam quase totalidade na mão de obra nacional. Entretanto, os atuais mecanismos de exploração servil, proporcionados pela globalização, revolucionaram de maneira negativa esse parâmetro, uma vez que conferiram aos indivíduos sensação ilusória de autonomia profissional, prejudicando o trabalho justo e, por isso, demandam intervenções. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: a desvalorização trabalhista aliada às práticas anti- humanas de emprego.

Nesse contexto, a modernidade associada a novas formas de trabalho propiciaram especificidades técnicas a diversos cargos. No entanto, a maioria dos indivíduos não possuí condição financeira de se especializar, dessa maneira, optam por ofícios mal remunerados, superlotados e que não respeitam as leis sanitárias. Nesse interim é favorável a atividade exploradora, recorrente no século XVIII com a Revolução Industrial inglesa, na qual os operários eram expostos a quadros insalúbres em virtude de serem de classes mais baixas do corpo social e não terem reconhecimento. Dessa forma, sem conseguir aprimorar seu trabalho, contigentes cada vez maiores de canditados recorrem a essas circustâncias.

Nesse viés, tendo em vista a necessidade dos indivíduos de possuir um trabalho a fim de sustentar-se, a exploração trabalhista ocorre de modo desumano, com grandes jornadas que esgotam as consciências dos cidadãos. Assim, muitas vezes os trabalhadores não são tratados como tal, ideologia teorizada por Karl Marx, já que acabam se tornando a própria mercadoria econômica. Desse modo, as incumbências atuais barganham empregados para serem produtos, assim sendo, fundamentos  desumanos.

Urge pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Justiça regularizar a legislação trabalhista, por meio de novos decretos de amparo aos cidadãos fazendo restrições mais duras aos salários e horas trabalhadas, para tornar mais justo os empregos. Além disso, se faz admissível que ONGS ivistam em cursos técnicos mediante a aulas com professores, para jovens que vão entrar no mercado profissional, com intuito de aprimorar  suas atividades. Assim, torna-se-a possível a construção de uma sociedade permeada por justiça e segurança ao trabalho.