A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 28/05/2021
No latim trabalho remete a dor e sofrimento, na revolução industrial pode-se afirmar isso por parte dos trabalhadores que eram remetidos a uma exploração trabalhista que se prolonga na sociedade moderna. E embora ao longo dos anos tenha se consolidado leis trabalhistas, o cenário de um assalariado hoje no Brasil está precarizado quando há um risco à sua saúde por um salário injusto.
Primordialmente, se destaca que com todo o processo de capitalismo e sua evolução, quem realmente ganha é quem já está com o poder. Karl Marx já explicava sobre isso e deu o nome de mais-valia, onde há um esforço por parte de um subordinado para a produção do capital e uma troca desigual. O cálculo do Dieese estimativa de salário mínimo necessário para suprir como despesas de um trabalhador e sua família, o salário mínimo brasileiro apenas 1/4 do necessário. Sendo assim, as pessoas de baixa renda pela necessidade se submetem a empregos de um valor absurdamente injusto com a mentalidade vendida pelo capitalismo de que tem que ser grato pelo mínimo que lhes é oferecido.
Além disso, a necessidade de emprego leva muitos para o trabalho autônomo ou de desqualificação, como o delivery, onde será exposto a um perigo a sua saúde. De acordo com o Detran, o número de acidentes com motos dobrou na cidade de São Paulo. A falta de fiscalização trabalhista faz com que essas hipóteses aumentem e aplicativos e empresas continuem ganhando enquanto as pessoas são expostas a uma exaustão física, psicológica e os riscos de acidentes todos os dias.
Dessa forma, por certo que o Ministério do Trabalho deve possuir uma política mais justa onde garanta uma maior segurança aos trabalhadores, responsabilizando os aplicativos e empresas pelos danos causados. Uma reavaliação dos direitos financeiros para o ajustamento do salário deve ser feito pelo Poder Executivo. Portanto, o cenário de um trabalhador brasileiro só será realmente digno, quando os números do Detran e Dieese tornam-se positivos, até porque, não são apenas números, e sim vidas e famílias.