A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 17/06/2021
O filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin retrata a situação dos operários diante da Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. Fora da ficção, a realidade moderna não se difere, visto que muitos trabalhadores sofrem de abusos horários e psicológicos em troca de uma quantia menor que um salário mínimo. Isso ocorre, de fato, tanto pelo sistema capitalista aplicado no país, quanto pela falta da imposição das leis trabalhistas. Diante disso, é notório que a exploração é uma problemática recorrente na sociedade e necessita de uma resolução.
Em primeira análise, o sistema capitalista brasileiro visa o lucro sem se preocupar com a qualidade de vida de seus operários. Desse modo, muitos trabalhadores aceitam as péssimas condições de emprego, pois necessitam voltar para casa e colocar comida na mesa. Ademais, os Direitos Trabalhistas não se diferem de nenhum outro Direito Humano. Entretanto, após sua consolidação no governo de Getúlio Vargas, os trabalhadores continuam sendo injustiçados como podemos ver em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou que 60% dos trabalhadores brasileiros recebem menos que um salário mínimo por mês, e que a taxa de desemprego só aumenta com o passar dos anos.
Em segunda análise, é valido ressaltar serem permitidas apenas 8 horas diárias de trabalho por pessoa. Entretanto, na modernidade, é comum muitos indivíduos trabalharem como motoristas ou entregadores de comida, mas o que não é dito, é que o trabalho de segunda a domingo, sem contrato, em jornadas que podem chegar a mais de 24 horas seguidas, se arriscando entre carros e ônibus, sem garantias ou proteções legais e muitas vezes por menos de um salário mínimo, é a realidade de muitos. Como afirma o filósofo e pensador Jiddu Krishnamurt: “Não é sinal de saúde estar bem-adaptado a uma sociedade doente”. Sendo assim, a forma como essas pessoas se adaptam a uma realidade desigual e injusta, não é o que se espera em um país que preza a “ordem e o progresso”.
Infere-se, portanto, que o cenário de vivência do trabalhador é a causa dessa problemática. Diante disso, o Governo Federal deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos, com a ajuda do Ministério Trabalhista, de modo a garantir a todos os cidadãos um trabalho digno e nas mesmas condições para todos. Somente assim, a sociedade poderá isentar-se de qualquer categoria de exploração trabalhista.