A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/05/2021
Fugido da ditadura nazista, o escritor Stefan Zweig estabeleceu-se no Brasil, onde escreveu seu magnus opus, “Brasil, o país do futuro”, no qual mostra uma nação ausente de mazelas sociais. Conquanto, ao observar a exploração trabalhista existente na modernidade, nota-se que tal ideal do autor não representa a realidade, seja pela educação precária, bem como a ineficiência do Estado. Cabe, nessa perspectiva a análise acerca da relação entre tais adversidades com o tema e como combatê-la.
Indubitavelmente, a educação é pilar para a formação de cidadãos preparados para o mercado de trabalho e críticos sobre a realidade trabalhista atual. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil ocupa a décima posição na lista das maiores economias mundiais, assim é notório pensar que os recursos destinados à educação, seja proporcional ao poderio econômico da nação. Entretanto, não é o que ocorre, visto que as escolas vivem uma extrema carência estrutural, de modo a impossibilitar a transmissão de conhecimentos técnicos, provocando a ida de jovens para empregos insalubres e exploratórios. Dessa forma, é de impar importância o investimento na educação.
Faz-se vultoso, ainda, ressaltar a ineficiência estatal como propulsor para o problema. O sociólogo, Ruy Braga defende o conceito de “precariado”, termo que define o proletariado moderno, ausente de direitos, garantidos pelo Governo, e uma relação de trabalho decente, porém imerso em exploração. Nesse contexto, constata-se a perpetuidade da realidade descrita, uma vez que o Estado se mantém passivo sobre a informação de leis que proteja o emprego e garanta seus direitos em relação aos abusos trabalhistas das empresas. Outrossim, é necessário que finde tal conjuntura.
Infere-se, portanto que há entraves a serem solucionados para a obtenção de um país pleno. Destarte, urge que o Poder Executivo adjunto com o Ministério da Educação, como garantidores da escolarização, aumente o capital destinado à educação nacional, por meio de reformas tributárias e uma melhor gestão dos recursos públicos, afim de usar o conhecimento a favor do trabalhador brasileiro e do fim da exploração.Além da importância, do Poder Legislativo criar leis que proteja os direitos trabalhistas. Assim, uma nação daria a grandes passos para uma idealizada por Zweig.