A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/05/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à justiça e à assistência aos desamparados. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, na federação brasileira, há a problematização da exploração trabalhista na sociedade moderna. Essa falha ocorre no Brasil devido à polarização sociocultural, que faz com que parte da população tenha que recorrer aos trabalhos informais, e a falta de investimento governamental em palestras de ensino conscientizadoras sobre as leis trabalhistas.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras em instituições de ensino voltadas para as causas da exploração trabalhista. Indubitavelmente, o sistema educacional brasileiro é necessário, mas até o presente momento ele sofreu um processo de elitização, que só permitiu que uma pequena parcela da população tenha acesso á educação de qualidade. Inegavelmente, a centralização no meio educacional resultou em um pequeno número de profissionais qualificados e teve como consequente o aumento da demanda de trabalhos informais, que são mais propensos a exploração devido a falta de regulamentação de leis trabalhistas, de conformidade com o veículo de informações G1, o trabalhador informal, com carga horária maior do que o trabalhador formal, recebe apenas 60% do salário mínimo. Por consequência da polarização sociocultural, o país entrará em um ciclo de negligência educacional, falta de mão de obra, procura por trabalhos informais e exploração trabalhista, ocorrência essa, que como evidenciado por Nelson Mandela, na frase: “A educação é a arma que pode mudar o mundo”, pode ser revertida com o investimento na educação.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de investimento governamental em instituições de ensino é um dos fatores que incentivam a busca pelo trabalho informal, e tem como consequente a exploração trabalhista. A falta de regulamentação de leis trabalhistas se tornou um problema, assim como a falta de ações dos órgãos públicos em relação aos abusos de empregadores informais, que ao contrário do que o senso comum dita, não podem garantir nenhum benefício da CTST, Carteira de Trabalho e Previdência Social, assim caracterizando a exploração, que como exemplificada por Karl Marx é resultado de um trabalho imposto e forçado.

Em suma, com a polarização sociocultural e falta de investimento governamental na saúde, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos em meios de comunicação online que permitirão o diálogo entre os participantes, para conscientizar a população sobre a exploração trabalhista presente no país. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre a regulamentação das leis trabalhistas, o que resultará em uma população politicamente ativa, com o efeito de criar cidadãos mais instruídos.