A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 27/07/2021

Mais de 100 horas de serviço semanais, acidentes de trabalho que poderiam ser evitados, salários abaixo do mínimo estabelecido pela legislação, saúde mental e física esgotadas. Essa é a realidade da maioria dos trabalhadores informais no Brasil, que vem sendo cada dia mais explorados pelas empresas devido, não só à uma lacuna nas leis trabalhistas, como também às poucas oportunidades para bons empregos, diminuindo drásticamente a qualidade de vida dessas pessoas.

O artigo 6° da Consituição Federal de 1988 garante ao cidadão os direitos socias, dentre eles o trabalho digno, a segurança e a previdência social. Direito esse, que não está sendo assegurado, uma vez que, percebe-se o aproveitamento das empresas sob os trabalhadores informais por efeito da priorização de interesses financeiros, afinal, como nem todos os empregos precisam ser formalizados, não há incidência de impostos sobre os mesmos.

Além disso, outro obstáculo presente está relacionado a escassez de vagas no mercado de trabalho formal. Impulsionados pelo ditado popular “o trabalho dignifica o homem” e sem melhores oportunidades, os cidadãos que necessitam de um emprego para sustento próprio e familiar, enxergam como única opção se submeter a situações precárias de trabalho, com altas cargas horárias e recebendo pouco dinheiro em troca, o que foge da ideia de “dignidade” e contraria o ditado.

Conclui-se que é necessária a ação do poder legislativo para levar à discussão e votação, no Congresso Nacional, leis que estabeleçam a formalização de todos os empregos para que, os hoje considerados “informais”, sejam monitorados, a fim de impedir as explorações. Nota-se também ser de extrema importância que o Ministério da Economia garanta um salário digno à todos. Com essas ações será possivel evitar uma maior precarização da população e aumentar a qualidade de vida de todos os trabalhadores.