A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/06/2021

Na obra Pré-modernista “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Assim sendo, uma das questões a serem vencidas é a exploração do proletariado brasileiro. Nesse contexto, tal prepotência ocorre por dois principais motivos: Ineficiência do Estado, além da cultura do abuso existente na terra Tupiniquim.

Diante disso, é importante destacar a inércia dos órgãos públicos diante do tema. Sob esse viés, segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Princípie”, para se manter no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. Todavia, é notório que, no Brasil, o Estado rompe com essa paridade, visto que há ausência de medidas para a real assegurabilidade dos direitos dos trabalhadores. Como, por exemplo, inexistência da divulgação de canais de denúncia contra os patrões que abusem de seus empregados. Por conseguinte, consoante estudo da Universidade de São Paulo, 80% dos trabalhadores nacionais, em algum momento de suas vidas, sentiram que foram explorados por seus chefes. Logo, verifica-se a necessidade de ampliar o conhecimento dos prestadores de serviços quanto aos seus direitos estabelecidos.

De modo complementar, a cultura do abuso no país é outro acentuador da adversidade. Nessa ótica, o sociólogo Gilberto Freyre, na obra “Casa-grande e Senzala”, defendeu que a formação do brasileiro ocorreu pela colônia de exploração, no qual os negros e índios eram escravizados para servir o patriarca branco. Essa política, retrógrada, denunciada por Freyre, dialoga com a realidade a medida que as minorias sociais sofrem constantemente com a exploração em seus ofícios. À vista de exemplo, o fato de, por influência tecnológica, a extensão da jornada de trabalho ser estendida para as residências, uma vez que o indivíduo necessita estar disponível 24 horas para cumprir as demandas impostas por seu chefe. Dessa forma, é primordial reverter essa situação da exploração do trabalhador.

É necessário, portanto, ações em dois prismas, estagnação do Estado, além da quebra do sentimento de que o patrão é superior ao empregado. Destarte, a Secretária Especial do Trabalho deve, por intermédio de propagandas midiáticas, divulgar quais canais o proletariado pode efetuar denúncias contra os indivíduos que estão tirando proveito deles. Posto isto, a propaganda carece ser transmitida em horário nobre para atingir o maior número de pessoas possíveis. Por fim, a medida tem como intuito de que os empregados tomem conhecimento de como podem se defender dos abusos. Ademais, o Ministério da educação, por meio do diálogo dentro da sala, desmistificar que um ser é superior ao outro. Faito isso, será respeitado os ideias de maquiavel e a cultura do abuso se extinguirá.