A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/06/2021
Entre as manifestações sociais ocorridas ao longo da história, os movimentos trabalhistas se configuram como alguns dos mais importantes. No Brasil, por exemplo, a Consolidação das Leis Trabalhistas, promulgada no governo de Getúlio Vargas, é um marco na luta operária pela conquista de direitos. Entretanto, na atualidade, ainda é possível identificar na sociedade relações laborais problemáticas e a exploração de trabalhadores.
A princípio, é importante perceber que a tendência contemporânea de os países adotarem políticas econômicas mais liberais implica o aumento da exploração trabalhista. Isso porque uma das marcas do neoliberalismo, o qual teve como alguns de seus defensores a primeira ministra britânica Margaret Thatcher e o presidente americano Ronald Reagan é justamente a flexibilização das relações laborais, por meio da redução de regulamentações e burocracias do mercado.
Além disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil chegou a atingir 13% da população em 2017. Nesse prisma, pode-se afirmar que o desemprego fomenta a exploração laboral na sociedade moderna. Isso se manifesta à medida que o cidadão, sem emprego, pela necessidade de conseguir renda, acaba por “abraçar” qualquer oportunidade de trabalho, mesmo que isso significa abrir mão de alguns de seus direitos. Esse é o caso, por exemplo, de grande parte dos ubers e entregadores de aplicativo.
Logo, é preciso adotar medidas para atenuar esse impasse. Para isso, o Ministério da Justiça deve combater a exploração trabalhista, por meio da criação de novas leis que regulamentem as dinâmicas do mercado atual, com o intuito de assegurar os direitos do cidadão e do trabalhador. Ademais, o estado precisa enfrentar o desemprego, por intermédio do incentivo à iniciativa privada, com incentivos fiscais, a fim de amenizar esse problema social.