A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 05/06/2021
No livro “Pai rico e pai pobre” é evidenciado uma criança que buscava ascensão através dos ensinamentos de seu mentor, sendo ele denominado ao longo da obra como “pai rico”. O jovem procurava aprender como ganhar, gerenciar e multiplicar uma renda, tentando sempre evitar o ciclo vicioso de dívidas do pai pobre. Fora da ficção, a educação financeira que a criança almejava é cada vez mais ofuscada, tornando assim, fácil a exploração trabalhista na sociedade moderna. Desse modo, a alta taxa de desemprego somada a ineficácia de leis, corroboram diretamente para a ampliação desse cenário.
Em primeiro lugar, é importante salientar que a alta taxa de desemprego é uma das faces mais cruéis de exploração, pois o indivíduo que não possui emprego fixo, contenta-se com qualquer condição oferecida. Durante a Idade Média, no perído neolítico, as pessoas dispunham de qualquer atividade que o governo ordenasse para se estabelecerem naquela região. Já nos dias atuais, as empresas utilizam essa mesma vertente para oferecer salários indignos pela função exercida, tendo em vista a necessidade do emprego para os indivíduos participarem da sociedade.
Consequentemente, a ineficácia das leis permite que tal realidade se estabeleça em meio a população. No Brasil, há a Constituição de 1988, que assegura os direitos básicos do indivíduo. Em viés a esse conjunto de leis, as condições de trabalho indignas frequentemente estabelecidas são a realidade de muitas classes trabalhistas, como os entregadores de aplicativo celular, que trabalham por diversas horas sob circunstâncias de risco por uma baixa remuneração.
Em síntese, faz-se necessário que a União tome providências perante ao quadro atual. Para melhorar as condições de emprego, é necessário que o Ministério do Trabalho, por meio de verbas estatais, crie cursos de especialização em diversas areas. Destarte, todos terão um espaço na sociedade com condições dignas de trabalho, evitando assim a realidade do ciclo vicioso de dívidas do “pai pobre”.