A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 14/06/2021

O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata o cenário dos operários durante a Revolução Industrial, onde eram submetidos a um trabalho pesado e a condições físicas e psicólogicas precárias. Hoje, apesar do hiato temporal, percebe-se que ainda há resquícios da exploração trabalhista na sociedade brasileira, muitas vezes, torna-se algo imperceptível para a população.  Nesse sentido, é fundamental entender que o desemprego e a negligência política são causadores do impasse.

Inicialmente, é válido avaliar que o desemprego tem deixado trabalhadores propícios a explorações, por causa da necessidade de um trabalho. De acordo com o IBGE, uma taxa média anual de desemprego no Brasil foi de 13,5% em 2020, corresponde 13,4 milhões de pessoas desempregadas. Esse problema acontece, pois muitos brasileiros sem renda, precisam aderir a qualquer oportunidade de emprego, mesmo que tenham que abandonar alguns direitos. Nesse contexto, temos como exemplo, os entregadores de aplicativos que são sujeitos a grandes jornadas de trabalho para obter seu sustento.

Além disso, é importante pontuar que a exploração trabalhista deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que diz respeito á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Nesse sentido, é possível perceber que, no Brasil, a exploração do trabalhador rompe com a ideia de que o estado tem que garantir a tranquilidade do cidadão, haja vista que o população é quem mais sofre com essa negligência. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal hodierna para a diminuição do problema.

Portanto, é inegável que a exploração trabalhista na sociedade moderna é consequência de um processo de desigual, a qual, infelizmente, ainda acontece no Brasil. Assim, faz-se necessária a atuação do Poder Judiciário, na realização de fiscalizações periódicas em empresas e estabelecimentos comerciais, através de multirões - com profissionais capacitados na área de leis trabalhistas -, no intuito de reduzir os prejuízos causados aos trabalhadores. Dessa forma, cenários analógos ao da Revolução Industrial não sucedam no Brasil.