A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 18/06/2021

A Primeira Revolução Industrial se configurou como um grande divisor de águas na história da humanidade, atuando, principalmente, na forma como o trabalho passou a ser conduzido nas novas fábricas, baseado na exploração em massa dos proletariados. Passado o tempo, percebeu-se a manuntenção dessa forma de exploração, e hoje, é uma realidade que se faz muito presente na sociedade brasileira do século XXI, tendo em vista as marcas que foram deixadas pela escravização dos negros no Brasil, além da má fiscalização adotada pelo poder público federal diante da difícil situação enfrentada pelos trabalhadores.

Sob esse viés, cabe salientar, primeiramente, como a escravidão influenciou de maneira negativa na atual realidade vivenciada pelos brasileiros. Já que, mesmo após a sua abolição, a população negra, em maioria, ainda se depara com muitos entraves que dificultam a sua ascenção social e econômica no país. Fato este que se reforça, ainda mais, diante de um cenário de calamidade sobre o qual os funcionários vêm passando, com uma rotina estressante de serviços, jornadas de trabalho exaustivas (mais de doze horas, em alguns casos), e salários que não conseguem cobrir devidamente todas essas horas trabalhadas.

Além disso, vale destacar a má administração feita pelas lideranças nacionais, com o não posicionamento, especialmente do Ministério do Trabalho, diante do fato citado, cuja a função deste orgão é justamente averiguar e supervisionar todos os tipos de serviços e atividades ligadas ao setor público e privado, podendo, no caso de irregularidades, multar os empregadores, ou até mesmo, suspender o funcionamento deste estabelecimento, caso o local mencionado não esteja de acordo com as normas que garantam a segurança, o respeito e o bem-estar de seus operários.

Diante desse panorama, é necessário agir. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho se certificar de sua responsabilidade e de seu comprometimento com o povo, e a partir disso, tomar atitudes e posturas que visam o melhor para o progresso da população economicamente ativa. Tudo isso por meio da solicitação de visitas e de fiscalizações regulares, por parte dos delegados, nos locais de ofício, além de entrevistas direcionadas aos empregados e empregadores, questionando-os de seus contentamentos com relação a sua empresa e dos principais desafios que ela lhes impõem para conseguirem êxito profissional. Assim, o brasileiro se consientizará melhor de seus direitos e deveres, e dará ao trabalho o devido reconhecimento, frente a sua importância como força primordial para o desenvolvimento da economia de uma nação. Dessa forma, a exploração vivenciada pelos proletariados da Primeira Revolução Industrial não será vivenciada pelos trabalhadores da sociedade brasileira atual.