A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 30/06/2021
A Revolução Industrial proporcionou aumento da produtividade, fato intrinsecamente relacionado à sociedade capitalista. Desde então, observa-se a exploração realizada sobre os trabalhadores, que no século XVIII trabalhavam 16 horas por dia. Hodiernamente, as relações laborais alteraram-se, gerando a falsa sensação de que o aproveitamento acabou. No entanto, a luta de classes e a liquidez da modernidade são as razões para esse abuso perpetuar.
Primordialmente, é necessário compreender o conflito de interese entre as camadas sociais e a exploração trabalhista. Segundo Karl Marx, o proletariado vende sua força para os donos das fábricas, classe opressora que explora os trabalhadores. Dessa forma, os proletários abdicam de seus tempos livres para dedicar-se ao trabalho, muitas vezes submetidos a isso contra sua própria vontade. Assim, torna-se evidente o vínculo entre estratos sociais e a sociedade capitalista.
Além disso, as formas trabalhistas alteraram-se ao longo dos anos, exigindo muito mais dos trabalhadores. De acordo com Zygmunt Baumann, “O velho limite sagrado entre o horário de trabalho e o tempo pessoal desapareceu. Estamos permanentemente disponíveis, sempre no posto de trabalho”. Assim como o Polonês citou, não há distinção entre ambiente laboral e vida pessoal, gerando funcionários que trabalham mais do que as 8 horas diárias garantidas na Consolidação das Leis do Trabalho. Essa pode ser considerada, inclusive, uma relação escravista, na qual é cobrado muito mais dos trabalhadores do que é garantido por lei. Assim, é inquestionável o fato da exploração estar camuflada nas ilusões legislativas.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática exploratória em questão. Logo, o Ministério do Trabalho, em parceria com psicólogos renomados, por meio de fiscais mensais e distribuição de panfletos explicativos para as empresas, devem realizar a conscientização sobre o fato analisado (exploração) e exigir mudanças nas empresas. Assim, os índices de ansiedade e depressão diminuiriam, em consequência do melhoramento da saúde mental.