A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/07/2021
Durante a 1ª Revolução Industrial a condição de trabalho era precária e exaustiva, bem como a baixa remuneração por muitas horas de exercício civil. Embora tenha surgido leis em prol do trabalhador, a exploração trabalhista ainda prevalece no Brasil. Esse abuso perdura por conta da negligência do Estado, junto à ausência participativa do cidadão, e da normalização social. Defronte disso, o governo deve agir com ações sociopolíticas para retificar esse cenário.
A incúria , primeiramente, da nação é o vetor principal que corrobora à problemática. Segundo o brasileiro Gilberto Dimenstein, em sua obra ¨Cidadão de Papel¨, a lesgilação , no Brasil, não é exercida devidamente, ela somente é registrada nos documentos. Analogamente, a exploração do indivíduo ocorre pela falta de efetividade da fiscalização para com o Estado e pela não denúncia por parte da sociedade. Na música ¨Construção¨, de Chico Buarque, retrata isso, em que um trabalhador que, mesmo consiente dos riscos, faleceu ao cair de um prédio, inclusive, toda ação que ele fazia era como fosse a última, seja comer, seja um mero beijo. Eventualmente, o conhecimento de situações deploráveis de trabalho em virtude de delatar à conjuntura , pode salvar vidas.
Outrossim, a estandardização de um trabalho prolongado e cansativo perpassado pela cultura brasileira, consequentemente, contribui à atribulação. De acordo com o sociólogo Marx Weber, a família é determinante no resultado final de uma pessoa, isto é, há um molde social difuso pelos mais próximos. Conforme expõe os dados de uma pesquisa da Associação de Aliança Bikes, 30% dos trabalhadores que utilizam bicicleta ficam cerca de 12 horas por dia ativos a espera de um chamado e mais de 55% trabalham a semana toda sem intervalo. Nesse sentido, observa-se que ainda há esta cultura da sobrecarga no contexto hodierno. Dessa forma, o Ministério Público ( MP ) precisa intervir perante esse empecilho.
Fica evidente, portanto, que para atenuar a exploração discutida anteriormente, cabe ao governo , em conjunto com o MP e o Ministério do Trabalho e Emprego, aumentar a fiscalização em estabelecimentos privados e públicos. Tal ação pode ser realizada por meio da contratação de mais vigilantes da nação, que precisaram ter conhecimento jurídico , além de conhecer a Constituição de 1988. Em continuação, ato realizado a fim de não só diminuir a exploração trabalhista, mas também de deixar o cotidiano do cidadão mais seguro. Ademais, o Ministério da Cultura, com o apoio do Estado, mediante palestras feitas em praças públicas, deve discutir sobre a influência familiar nas relações sociais dos indivíduos, com o intuito de extinguir os malefícios transferidos do passado ao futuro.