A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/07/2021

Segundo o site “Brasil el país”, os  ciclistas paulistas de aplicativos vivem com menos de uma salário mínimo e trabalham por mais de 24 horas. Sob essa perspectiva, essa situação social reflete a intensa exploração trabalhista presente na sociedade moderna, de modo a prejudicar o trabalhador que, sem acesso aos seus direitos, está submetido a uma perca da sua qualidade de vida, pois é massivamente degastado pela força capitalista. Nesse sentido, em virtude da insuficiência das ações estatais e da priorização de interesses financeiros por parte das empresas, emerge um desafio coletivo.

Em primeiro plano, destaca-se a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para garantir uma jornada de trabalho justa e saudável no país. A esse respeito, cabe apontar que,durante o governo de Getúlio Vargas, a classe operária passou a desfrutar de uma redução do tempo de trabalho para oito horas, além de amplos direitos, por intermédio da criação do Ministério do Trabalho. No entanto, é evidente que, muitas vezes, o modelo de trabalho idealizado por Vargas não é verificado amplamente, tendo em vista que o proletariado ainda vive em condições precárias e exploratórias em suas atividades laborais. Dessa forma, seja pela ausência de fiscalização adequada, em postos de trabalho, da qualidade laboral do trabalhador, seja pelo pouco investimento em qualificar o profissional para obter  uma maior valorização e remuneração do seu serviço, a exploração do operário encontrará terreno fértil na onipotência governamental brasileira.

Além disso, a falta de importância dada ao trabalhador feita pelos empresários tende a perpetuar o problema. Diante disso, o filósofo Karl Marx, na obra “O Capital”, afirma que o foco é o capital em uma sociedade capitalista. Nesse contexto, obeserva-se que a tese do intelectual é refletida no campo de serviços  exploratórios, tendo em vista que, por vezes, o dono da empresa é focado no lucro de suas vendas e, por isso, não investe em manter um ambiente salubre e em obter um trabalhador valorizado, apesar de que esses fatores estejam intimamente ligados a uma maior produtividade. Logo, fica claro ,que o prestador de serviços precisa ter total amparo de seus direitos trabalhistas.

Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, associado ao Ministério da Cidadania, formular um disque denúncia para evidenciar as atividades laborais com exploração, por meio do apoio de uma equipe técnica especialista em analisar e penalizar os locais onde esses serviços desumanos são realizados, com a finalidade de combater o descaso e a exploração vivenciados pelos operários. Ademais, esse disque precisa fornecer, aos casos mais intensos, um auxílio ao trabalhador, que oportunize-o com melhor qualificação profissional e qualidade de vida. Assim, o que foi pensado por Getúlio, intitulado “pai dos pobres”, será concretizado no Brasil.