A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/07/2021

A Revolução industrial, ocorrida na Inglaterra no século XVIII, trouxe diversos avanços tecnológicos e modificou as relações de trabalho. Continuamente a esse processo, a sociedade moderna passou por diversos processos que transformou ainda mais essas relações, fato que causou a extrema exploração trabalhista derivada da necessidade da classe baixa e a influência capitalista.

Em primeiro lugar, a exploração trabalhista tornou-se possível devido ao desespero por parte da classe trabalhadora. Isso ocorre devido à necessidade da classe baixa obter renda o suficiente para manter-se a qualquer custo. Esse cenário fez-se possível devido aos altos índices de desemprego, por exemplo, o Brasil, que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), alcançou quase quinze milhões de desempregados no primeiro trimestre de 2021. Dessa forma, trabalhos autônomos e informais, como aplicativos de entrega ou pequenos comércios, tornam-se a única alternativa para a camada mais pobre conseguir uma renda mensal suficiente para a subsistência. Logo, a exploração dos operários faz-se possível, uma vez que a situação da sociedade exige medidas extremas por parte do proletariado.

Além disso, o capitalismo possui um papel decisivo na expansão da prática do aproveitamento abusivo sobre os trabalhadores. Isso ocorre desde sempre devido ao discurso burguês da meritocracia, ou seja, o incentivo de que o empenho, esforço e sacrifício fará a pessoa chegar em uma situação melhor. Segundo o francês Thomas Piketty, no livro “Capital e Ideologia”, o discurso da meritocracia serve para as classes dominantes justificarem a desigualdade. Desse modo, o capitalismo torna-se influente na vida do proletariado e usufrui da manipulação para atrair cada vez mais pessoas dispostas a se sacrificar em prol desse sistema econômico. Tais sacrifícios podem ser exemplificados através das longas jornadas de trabalho realizadas por entregadores de aplicativos em péssimas condições e sem o mínimo de auxílio por parte da empresa. Portanto, o incentivo meritocrático somado ao desespero do operário de conseguir uma fonte de renda,  torna ainda mais possível a exploração trabalhista.

Diante disso, medidas devem ser tomadas contra o proveito sobre a classe operária. Assim, o Governo Federal e o Poder Judiciário devem intervir e regulamentar o trabalho informal, por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados. Nesse, deve ser exigido a responsabilidade das empresas de arcar com os riscos sofridos pelo trabalhador informal, de modo que seja criado o mínimo de vínculo empregatício. Dessa maneira, essa ação terá a finalidade de diminuir a exploração do trabalho e melhorar as condições do colaborador.