A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/07/2021
Na música ‘‘Até Quando’’, Gabriel o Pensador elenca como principal crítica a passividade da sociedade e a sua aceitação perante problemáticas instauradas no paronama contemporâneo. Nesse sentido, a análise do cantor associa-se à exploração trabalhista na sociedade moderna, já que o desejo pela ascensão econômica e os consequentes problemas psicológicos acentuam essa situação degradante no mund. Logo, evidencia-se a necessidade de debater e mitigar tais entraves para garantir o bem-estar.
Em primeiro lugar, é evidente que o estereótipo moldado de que a ascensão social é atingida pelo trabalho duro e excessivo agrava a exploração laboral na conjuntura nacional. Segundo o filósofo Noberto Bobbio, os processos históricos moldam as visões e condutos de uma determinada sociedade. Segundo essa linha de pensamento, a lógica do capitalismo protestante no século XVII construiu uma visão de que quanto mais o homem trabalha, mais digno e rico ele se torna. Desse modo, muitas pessoas, influenciadas por patrões ou pelos meios de comunicação, adotam essa conduta capitalista do trabalho excessivo e extendem a sua jornada de trabalho para dentro de suas casas ou feriados e domingos. Sendo assim, isso acentua de forma inconsciente a exploração trabalhista, o que gera problemas psicológicos e o cansaço extremo.
Em segundo lugar, em consequência do supracitado, a saúde mental da sociedade é negligenciada pelos modelos capitalistas modernos do trabalho. De acordo com o filósofo coreano Byung Chul Han, em sua obra ‘‘A Sociedade do Cansaço’’, a competividade entre os indivíduos estimula a exaustão e as longas jornadas de serviços na busca por uma ‘‘ilusória’’ noção de melhor funcionário no meio de produção. Nesse viés, muitos trabalhores são explorados indiretamente por causa dessa competição moldada pela lógica de produção da conjuntura laboral moderna, o que negligencia a saúde mental do indivíduo. Dessa forma, isso gera quadros cada vez mais comuns da Síndrome de Bournot, relacionada à exaustão mental provocada pelo trabalho compulsório.
Portanto, infere-se que medidas de conscientização e proteção aos trabalhores são necessárias para mitigar a problemática. Primeiramente, os meios de comunicação devem criar uma política de bem-estar social aos trabalhadores, por meio de anúncios midiáticos, com o intuito de conscientizar a população sobre a importância do descanso e quebrar tal paradigma do trabalho na sociedade contemporânea. Segundamente, os governos mundiais deverão criar um projeto para acabar com as políticas de competição das empresas, por meio de memorandos e uma restrição jurídica, com a finalidade de proporcionar um ambiente harmônico e livre de jornadas extensas e competitivas de trabalho. Por fim, tais medidas irão assegurar a saúde mental e a reduç o panorama nacional.