A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 01/09/2021

A reforma trabalhista e previdenciária do Brasil, foi justificada, pelo governo, como necessária para gerar emprego e flexibilizar as relações de mercado, porém, isso não se concretizou e fez o trabalhador perder seus direitos. Ainda, tem-se um cenário de alto desemprego, por consequência aumentou a informalidade. Assim sendo, as relações de trabalho, na sociedade moderna, são de exploração do trabalhador.

Em primeiro lugar, deve-se analisar o desemprego, no Brasil, que hoje tem índice de 14%, segundo o IBGE. Esses desempregados são levados a buscar meios de sustentar suas famílias, e a informalidade se torna a única maneira viável. De acordo com a revista Exame os aplicativos - UBER, IFood, Rappi e 99 - juntos são o maior “empregador” do país, isso evidencia a migração do emprego formal para o informal. Logo, o trabalhador opera em uma situação precária, e os aplicativos não assumem a responsabilidade sobre os cadastrados na plataforma.

Ademais, esses trabalhadores precisam realizar jornadas longas de trabalho para obterem um salários mínimo, também são responsáveis por seus veículos (carro, motocicletas e bicicletas), além do risco de acidentes e doenças, sem terem os direitos trabalhistas para apoia-los. Tudo isso, caracteriza-se como exploração moderna da mão de obra trabalhista, conforme disse Karl Marx, o burguês tira seu lucro do excesso de trabalho do proletariado, o qual chamou de mais valia, e atualmente é aplicada nas relações de trabalho dos aplicativos.

Fica evidente, portanto, que a sociedade moderna explora seu trabalhador com a valorização do trabalho autonomo, sendo camuflada pela ideologia neoliberal de mercado. Por isso, é dever do governo brasileiro regulamentar os aplicativos, por meio de leis, a fim de garantir os direitos aos trabalhadores, melhorando as condições de trabalho. Além disso, cabe aos operários dessa classe lutarem por mais direitos, mediante greves, para diminuir a jornada de trabalho e aumentar os salários, com o objetivo de ter mais dignidade e reduzir a exploração trabalhista.