A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/07/2021

Na obra “Tempos Modernos” de Charles Chaplin - filme de 1936 - é retratado uma crítica ao modelo de trabalho implementado na Revolução Industrial. O que se observa na realidade contemporânea é exatamente o que a obra prega, uma vez que a exploração trabalhista na sociedade moderna apresenta barreiras, as quais dificultam o funcionamento pleno dentro do setor trabalhista. Sob essa ótica, vê-se que este quadro danoso é fruto tanto da saúde precária quanto da ausência de segurança do trabalho. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento de sociedade.

Precipuamente, é válido frisar que o excesso de trabalho afeta a saúde dos trabalhadores. Em virtude da alta demanda de horas trabalhadas, a saúde psicoemocional dos operários é muitas das vezes tratada com descaso e cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que quando não levados em consideração pode levar o indivíduo a cometer suicídio. Segundo o  filosófo e historiador italiano, Nicolau Maquiavel: “os fins justificam os meios”, ou seja, o lucro é posto como prioridade no modelo trabalhista e, frequentemente, os meios para o sucesso fogem e ferem os direitos trabalhistas.

Ademais, é fulcral pontuar que a ausência  da segurança no trabalho, contribui para a deleteriedade deste problema. Segundo uma pesquisa do G1, o Brasil ocupa a segunda posição em mortalidade no trabalho ficando atrás apenas do México. Desse modo, esse processo agrava a perpetuação desse quadro ruinoso.

Portanto, faz-se imprescindível que o SRTE - Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - juntamente com o Ministério da Saúde, fiscalize e responsabilize o cumprimento e descumprimento das Leis do Trabalho, podendo também aplicar multas aos “responsáveis” que descumprem as normas que estão contidas nas Leis Trabalhistas, com finalidade de amenizar os problemas. Assim, o corpo civil brasileiro será mais educado de modo que não exista mais a exploração trabalhista no Brasil.