A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 05/08/2021

A Constituição Federal de 1988 garante no seu artigo 6º, o direito a um trabalho digno e à proteção do cidadão. Entretanto, o alto índice de exploração sofrida pelos trabalhadores brasileiros impossibilita que essas virtudes sejam cumpridas. Com isso, fatores como o desemprego e o domínio do capitalismo agravam essa problématica.

A saber, a escassez de empregos corrobora para esse entrave. Diante disso, de acordo com o Instituto de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil chegou a atingir 14,7% em 2021. Contudo, é nítido que o desemprego fomenta a exploração trabalhista, pois pela necessidade de conseguir renda, os indivíduos acabam por aceitar qualquer oportunidade de  trabalho, mesmo que não garanta seus direitos básicos. Como por exemplo, grande parte dos ubers e entregadores de delivery de comida, os quais se submetem a grandes jornadas de trabalho, sem direito a adicional noturno e assistência médica.

Ademais, o controle do capitalismo na sociedade atual leva a essa situação. Diante dessa análise, vale ressaltar que desde a Revolução Industrial o capitalismo afeta os proletáriados por meio de explorações. Assim, é notório que essa característica recorrente é devido a priorização do lucro a cima de qualquer coisa, o que afeta o bem estar físico e mental dos trabalhadores, visto que, a jornada de trabalho fica exaustiva para suprir os objetivos das empresas, o que leva a ansiedade, depressão e até suicídio.

Em vista do fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a diminuir o índice de exploração sofrida pelos trabalhadores. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Trabalho, junto com o Governo ampliar projetos que visam a criação de empregos, por meio de iniciativa privada, a fim de amenizar esse problema social e garantir oportunidades de trabalho digno e com direitos assegurados. Só assim, as vitudes descritas na Carta Magna será efetivada.