A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/08/2021
Com o advento do mundo globalizado e capitalista, a partir das Revoluções Industriais dos séculos XIX e XX, a força de trabalho se tornou mercadoria, em que o produto produzido não pertence ao trabalhador, mas sim ao proprietário dos meios de produção. Nesse cenário, a exploração trabalhista na sociedade brasileira contemporânea ocorre tanto pela alienação do trabalhador, quanto pelas raízes históricas que formaram a classe operária.
A priori, é fulcral destacar a alienação causada pelo modo de produção capitalista como fator agravante da problemática. Nessa ótica, de acordo com o filósofo Karl Marx, o produtor está alienado ao processo de produção. Ele não controla a atividade de produzir. Esta capacidade é vendida por ele ao proprietário. Dessa forma, o empregado está subordinado ao empregador, sendo facilmente explorado por meio dessa subordinação, em que é submetido a longas jornadas de trabalho e salários insuficientes.
Ademais, cabe salientar as raízes históricas dessa exploração como causa da cultura de abuso no Brasil. Nesse sentido, o escritor Gilberto Freyre, em sua obra “Casa-grande e Senzala”, defende que a formação do brasileiro ocorreu por meio da exploração europeia, em que negros e índios foram escravizados. Analisando o pensamento e trazendo-o para o contexto da exploração trabalhista contemporânea, vê-se que essa cultura de abuso permanece fundida na mentalidade brasileira, pois essas minorias continuam sendo marginalizadas, beneficiando os seus epregadores, que representam os europeus.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, crie palestras e cursos, gratuitos e acessíveis, sobre a exploração trabalhista e suas raízes históricas, a fim de que se acabe com essa cultura de abuso enraízada na população brasileira. Outrossim, deve-se aumentar o rigor das fiscalizações nos ambientes de trabalho. Mediante essas ações concretas, o principal problema causado pelo capitalismo não será mais um empecilho para o desenvolvimento da nação.