A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 16/08/2021

A Constituição Federal de 1988 garante, no seu artigo 6º, o direito a um trabalho digno e à proteção do cidadão. Entretanto, o alto índice de exploração sofrida pelos trabalhadores brasileiros impossibilita que essas virtudes sejam cumpridas. Com isso, fatores como o desemprego e o domínio do capitalismo agravam essa problemática.

A saber, a escassez de empregos corrobora para esse entrave. Diante disso, de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística, o desemprego no Brasil chegou a atingir 14,7% em 2021. Contudo, é nítido que esse fenômeno fomenta a exploração moderna, pois pela necessidade de conseguir renda, os indivíduos acabam por aceitar qualquer oportunidade de trabalho, mesmo que não garanta seus direitos básicos como, por exemplo, grande parte dos ubers e entregadores de deliverys de comida, os quais se submetem a grandes jornadas de trabalho, sem direito a adicional noturno e assistência médica.

Ademais, o controle do capitalismo na sociedade atual leva a essa situação. Diante dessa análise, vale ressaltar desde a Revolução Industrial esse sistema afeta os proletariados por meio de explorações. Assim, é notório que essa característica recorrente é devido à priorização do lucro acima de qualquer coisa, o que afeta o bem-estar físico e mental dos trabalhadores, visto que a jornada de tranalho fica exaustiva para suprir os objetivos das empresas, o que leva a ansiedade, depressão e até mesmo ao suicídio.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham diminuir o índice de exploração sofrida pelos trabalhadores. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Trabalho, ampliar projetos que visam a criação de empregos, por meio de iniciativa privada, a fim de amenizar esse problema social e garantir oportunidades de trabalho digna e com direitos a férias, adicional noturno e assitência médica assegurados. Só assim, as virtudes descritas na Carta Magna seram efetivadas.